- O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, reuniu-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na terça-feira para buscar reaproximação após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
- A votação para a vaga no Supremo terminou com 42 votos contra 34, barrando Messias.
- Alcolumbre é apontado como articulador da rejeição, o que motivou o encontro com Múcio, um dos interlocutores do governo.
- O ministro do Planalto José Guimarães também deve se reunir com Alcolumbre para retomar o diálogo, segundo apuração do jornal.
- Mesmo diante da crise, o governo evita romper com o Senado para não atrapalhar pautas prioritárias, como a PEC da Segurança Pública e o fim da escala de trabalho 6×1.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, reuniu-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em busca de reaproximação após a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. O encontro ocorreu na terça-feira, 5 de maio, em meio à crise política gerada pela decisão.
A reunião integra esforço do governo para retomar o diálogo com o Senado, indicado por Múcio entre interlocutores indicados por Lula para abrir canais de negociação após a derrota.
Segundo avaliações do Palácio, o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, também deve encontrar Alcolumbre para tratar do tema e de agenda comum no Congresso. A prioridade é reduzir atritos entre os poderes.
Alcolumbre é apontado como articulador da rejeição a Messias, cuja indicação foi derrotada por 42 votos a 34. A defesa do governo aponta que decisões políticas influenciam o Executivo na pauta do STF.
Aliados de Lula atribuem a derrota a um possível acordo envolvendo Moraes e Flávio Bolsonaro, além de tratar de temas como dosimetria de penas. A narrativa é de divergências internas entre os poderes.
O Planalto, no entanto, adota cautela para não romper com Alcolumbre e prejudicar pautas prioritárias no Congresso, como a PEC da Segurança Pública e a proposta para reduzir a escala de trabalho 6×1.
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