- O Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, completa cem anos nesta quarta-feira, 6 de maio, com uma semana de atividades gratuitas ao público, em comemoração ao centenário.
- A data também marca 200 anos do surgimento do Parlamento brasileiro, conforme lembrado pelo autor Douglas Liborio.
- O prédio foi inaugurado em 1926 para celebrar o centenário do poder legislativo e foi projetado por Arquimedes Memória e Francisco Cuchet; o interior recebeu contribuições de diversos estados.
- A programação inclui um novo roteiro de visita guiada focado em arquitetura e artes, lançamento de selo comemorativo pelos Correios e carimbo especial, além de visitas guiadas teatralizadas.
- Alerj teve a primeira sessão no Palácio Tiradentes em 15 de março de 1975, destacando a importância histórica do edifício para a política brasileira.
O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro do Rio, completa 100 anos na quarta-feira (6). A comemoração se estende por uma semana com atividades gratuitas abertas ao público. A data coincide com os 200 anos do início do Parlamento brasileiro.
O prédio foi construído em quatro anos para abrigar a Câmara dos Deputados. O projeto é de Arquimedes Memória e Francisco Cuchet e inaugurado em 1926 para celebrar o centenário do Legislativo. O objetivo era representar a federação em um único espaço.
Segundo o historiador Douglas Liborio, o Tiradentes recebeu influências europeias em sua arquitetura, com concreto armado e elementos greco-romanos. O palácio foi destaque no processo de verticalização da cidade nos anos 1920.
Arquitetura e relevância histórica
Liborio ressalta que o Tiradentes é considerado o primeiro edifício brasileiro pensado para abrigar o poder republicano, em contraste com estruturas remodeladas de antigas dinastias. Comparações com Palácio do Catete, Itamaraty e outros marcam a construção como marco republicano.
A obra influenciou laterais, como a entrada de Brasília criada por Oscar Niemeyer, que se inspira no conceito e nas referências do Rio. Entre os destaques, estão a chapelaria do Congresso Nacional e a fachada com 11 estátuas que ilustram a República.
O Palácio Tiradentes registrou a primeira sessão da Alerj no local em 15 de março de 1975, consolidando a função histórica do prédio como espaço de votação e representação política.
Programação e atividades abertas ao público
A diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, afirma que o espaço continua vivo como palco da história nacional e da arquitetura cívica. A agenda de comemoração inclui visitas guiadas com foco em arquitetura e artes, além de sessões teatralizadas.
Nesta terça-feira, o roteiro de visitação ganhou versão especial, com detalhes não abordados na rota padrão. A organização destaca 11 estátuas e alegorias da fachada, bem como obras de arte e materiais construtivos que remetem à identidade republicana.
O roteiro de arquitetura aborda fachadas, símbolos da República e interiores, incluindo o Saguão Getúlio Vargas, o Salão Nobre e o Plenário Barbosa Lima Sobrinho. A guia Ana Catarina Soares destaca que o prédio anterior abrigava a Câmara e a Cadeia do período colonial, onde Tiradentes ficou preso por três dias.
Nesta quarta, será lançado selo comemorativo em parceria com os Correios e carimbo alusivo à data. A programação também prevê visitas guiadas teatralizadas ao longo de 6 de maio, com sessões de hora em hora a partir das 10h, para contar os fatos que moldaram os 100 anos do Tiradentes.
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