- A reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, no cruzamento das ruas Oscar Freire e Peixoto Gomide, nos Jardins, teve início nesta quarta-feira, 6, em São Paulo, de forma pacífica.
- A desocupação imediata foi autorizada pela Justiça devido à falta de qualquer garantia de segurança, com potencial risco de ruína no prédio. A prefeitura também apontou problemas estruturais.
- Um laudo da Defesa Civil, feito em janeiro, indicou insalubridade e deterioração, incluindo acúmulo de lixo e a instalação de uma piscina no local.
- O edifício é alvo de uma disputa judicial desde 2007 entre a construtora Santa Alice Hotelaria e Construções Ltda. e dois proprietários remanescentes, que resistem à venda.
- Em setembro de 2025, foi firmado acordo para a saída voluntária de 33 famílias, com auxílio-aluguel de R$ 400; parte dos moradores já havia deixado o prédio, e outros permaneceram por dificuldades de encontrar moradia compatível com o benefício.
Oito mudanças em décadas: a Polícia Militar iniciou nesta quarta-feira, 6, a reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, na Oscar Freire, Jardins, em São Paulo. A desocupação ocorreu de forma pacífica, conforme a corporação, e foi autorizada pela Justiça por risco de ruína sem garantias de segurança.
O prédio apresenta condições de insalubridade e deterioração, segundo laudo da Defesa Civil de janeiro. O documento cita acúmulo de lixo e a instalação de uma piscina, agravando o estado da construção e o risco aos ocupantes. A Prefeitura já havia apontado problemas estruturais.
Imbróglio envolvendo imóvel
O edifício está no centro de disputa judicial que dura quase duas décadas. A Santa Alice Hotelaria e Construções Ltda. adquiriu sete de nove unidades, em um negócio envolvendo resistência de dois proprietários à venda. O processo aponta tentativa de manter moradores para pressionar desocupação.
No passado, o edifício ficou interditado entre 2008 e 2013 e voltou a ser ocupado em 2015 por cerca de 30 famílias. A reintegração envolve proprietários, a construtora e ocupantes, com a Justiça determinando a desocupação imediata.
Moradores e ajuda pública
A Secretaria Municipal de Habitação informou, em setembro de 2025, que houve acordo para a saída voluntária de 33 famílias, com auxílio-aluguel pago pela Prefeitura. O valor inicial era de 400 reais por mês. Advogados de moradores afirmam que parte das famílias permaneceu no imóvel por falta de opções compatíveis com o benefício.
Entre na conversa da comunidade