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PM faz reintegração de posse em prédio sob risco de desabar na Oscar Freire

Polícia realiza reintegração de posse pacífica em prédio nos Jardins com risco de desabamento, autorizada pela Justiça por falta de garantias de segurança

Reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, nos Jardins, começou nesta quarta-feira, 6. Foto: Felipe Rau/Estadão
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  • A reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, no cruzamento das ruas Oscar Freire e Peixoto Gomide, nos Jardins, teve início nesta quarta-feira, 6, em São Paulo, de forma pacífica.
  • A desocupação imediata foi autorizada pela Justiça devido à falta de qualquer garantia de segurança, com potencial risco de ruína no prédio. A prefeitura também apontou problemas estruturais.
  • Um laudo da Defesa Civil, feito em janeiro, indicou insalubridade e deterioração, incluindo acúmulo de lixo e a instalação de uma piscina no local.
  • O edifício é alvo de uma disputa judicial desde 2007 entre a construtora Santa Alice Hotelaria e Construções Ltda. e dois proprietários remanescentes, que resistem à venda.
  • Em setembro de 2025, foi firmado acordo para a saída voluntária de 33 famílias, com auxílio-aluguel de R$ 400; parte dos moradores já havia deixado o prédio, e outros permaneceram por dificuldades de encontrar moradia compatível com o benefício.

Oito mudanças em décadas: a Polícia Militar iniciou nesta quarta-feira, 6, a reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, na Oscar Freire, Jardins, em São Paulo. A desocupação ocorreu de forma pacífica, conforme a corporação, e foi autorizada pela Justiça por risco de ruína sem garantias de segurança.

O prédio apresenta condições de insalubridade e deterioração, segundo laudo da Defesa Civil de janeiro. O documento cita acúmulo de lixo e a instalação de uma piscina, agravando o estado da construção e o risco aos ocupantes. A Prefeitura já havia apontado problemas estruturais.

Imbróglio envolvendo imóvel

O edifício está no centro de disputa judicial que dura quase duas décadas. A Santa Alice Hotelaria e Construções Ltda. adquiriu sete de nove unidades, em um negócio envolvendo resistência de dois proprietários à venda. O processo aponta tentativa de manter moradores para pressionar desocupação.

No passado, o edifício ficou interditado entre 2008 e 2013 e voltou a ser ocupado em 2015 por cerca de 30 famílias. A reintegração envolve proprietários, a construtora e ocupantes, com a Justiça determinando a desocupação imediata.

Moradores e ajuda pública

A Secretaria Municipal de Habitação informou, em setembro de 2025, que houve acordo para a saída voluntária de 33 famílias, com auxílio-aluguel pago pela Prefeitura. O valor inicial era de 400 reais por mês. Advogados de moradores afirmam que parte das famílias permaneceu no imóvel por falta de opções compatíveis com o benefício.

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