- O São Paulo demitiu uma secretária ligada ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, após abertura de investigação sobre possível atuação “fantasma”.
- Ayres classificou a demissão como arbitrária e ressaltou que a funcionária trabalhava em regime remoto desde a contratação, sem prejuízo à função.
- Sobre o uso de e-mail externo, o dirigente disse que houve escolha técnica e de segurança da informação para preservar sigilo em um ambiente político sensível.
- O caso se insere em um cenário de tensão entre Ayres e o presidente do clube, Harry Massis, com pedidos de impeachment e afastamento preventivo em pauta.
- Registros de ponto mostraram horários idênticos, e os envios de relatório ao RH chegaram de um domínio fora do padrão interno, ligado ao escritório de Ayres.
O São Paulo demitiu nesta quarta-feira uma secretária ligada a Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, após investigaçao sobre uma possível atuação fantasma da funcionária. A demissão veio depois da abertura de apuração interna. Ayres contesta a medida, afirmando que é arbitrária e desproporcional.
O presidente do Conselho Deliberativo enviou comunicado aos conselheiros em defesa da colaboradora, destacando a legalidade do trabalho remoto e a utilização de e-mail externo para questões técnicas de segurança da informaçao. Ayres diz não haver conduta que desabone a atuação da profissional.
Detalhes da investigação e posição do dirigente
Segundo Olten Ayres, o trabalho remoto já existia desde a contratação, sem prejuízo à rotina ou à disponibilidade. Sobre o uso de e-mail externo, ele afirma que o canal visou proteger informações sensíveis do Conselho Deliberativo.
O Conselho Deliberativo possui duas secretárias que atendem aos conselheiros para vistoria de documentos, com relatos de desconhecimento por parte de vários conselheiros sobre a funcionária ligada a Ayres. O clima entre Ayres e o presidente do Conselho, Harry Massis, é tenso.
Desdobramentos administrativos e agenda futura
Massis pediu a saída de Ayres na Comissão de Ética, sob alegação de gestão temerária. Ayres protocolou impeachment contra Massis, questionando a composição do Conselho de Administração. A Comissão de Ética recomendou afastamento temporário de Ayres, que será votado pelo Conselho Deliberativo na próxima semana.
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