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São Paulo investiga atuação irregular de secretária ligada a Olten Ayres

São Paulo abre apuração interna sobre secretária ligada a Olten Ayres, após registros de ponto padronizados, suposto home office e domínio de escritório de advocacia

São Paulo investiga possível atuação “fantasma” de secretária de presidente do Conselho –
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  • O São Paulo abriu apuração interna para investigar uma secretária ligada a Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, contratada em 2021.
  • Questionamentos envolvem inconsistências na rotina de trabalho, incluindo suposto regime de home office e registros de jornada rígidos.
  • Registros horários eram preenchidos manualmente com precisão, de 8h às 17h48, com intervalo fixo das 13h às 14h, enviados mensalmente ao setor de Recursos Humanos.
  • E-mails com os registros saem de domínio vinculado a um escritório de advocacia associado a Ayres, não de domínio institucional do clube.
  • A funcionária recebe perto de R$ 7 mil e não atua presencialmente no Morumbi nem no CT da Barra Funda; o caso tramita no departamento jurídico com possibilidade de desligamento ao fim da apuração.

O São Paulo abriu uma apuração interna para investigar a atuação de uma secretária vinculada a Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo. A funcionária foi contratada em 2021 e passa por questionamentos por supostas inconsistências na rotina de trabalho, segundo o GE.

Entre os pontos apurados estão o suposto regime de home office, pouco comum no clube, e a rigidez nos registros de jornada. Documentos mostram horários preenchidos manualmente com precisão ao longo de meses, com expediente das 8h às 17h48 e intervalo fixo de 13h às 14h.

Além disso, os e-mails com os registros não partem de domínio institucional, e sim de um escritório de advocacia, cuja banca pertence a Olten Ayres. A informação ganha peso por vinculação entre o domínio e o endereço utilizado.

Funcionária “fantasma” e respostas

O presidente do Conselho Deliberativo confirmou a atuação da profissional como secretária, negando irregularidades, inclusive no trabalho remoto. O clube informou apenas a abertura do procedimento para análise do caso.

A funcionária recebe salário próximo de R$ 7 mil e não atua presencialmente no Morumbi nem no CT da Barra Funda. Internamente, existem outras duas secretárias que trabalham no estádio para atender conselheiros, parte dos quais afirma não conhecer a profissional investigada.

O processo está sob responsabilidade do departamento jurídico do clube, que busca esclarecer os fatos. A tendência interna é pelo desligamento ao fim da apuração.

Contexto político no clube

O episódio ocorre numa fase de tensões entre Massis e Ayres. Massis acionou a Comissão de Ética pedindo afastamento de Ayres por suposta gestão temerária. Ayres protocolou pedido de impeachment contra Massis, alegando irregularidades na formação do Conselho de Administração, movimento que perdeu força após o preenchimento de vagas.

Posteriormente, a Comissão de Ética recomendou o afastamento preventivo de Ayres, medida que ainda depende de votação do Conselho Deliberativo. Enquanto isso, a investigação sobre a secretária compõe o cenário de crise interna que envolve a atual gestão.

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