- Governo de São Paulo planeja operação na região da avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul de São Paulo, para combater uso aberto de drogas.
- Estratégia será replicar ações já implementadas na Cracolândia, com foco em inteligência, fiscalização e acolhimento a usuários.
- Cerca de 90 usuários seriam o alvo inicial, com monitoramento da cena aberta e encaminhamento para tratamento.
- Medidas incluem identificação de pessoas e investigação de estabelecimentos suspeitos, além de possível interdição de ferros-velhos ligados a atividades criminosas.
- O Hub Antidrogas de São Paulo dará suporte às ações de acolhimento, e o Comando de Policiamento de Área Metropolitano 2 supervisionará o patrulhamento na região.
O governo de São Paulo prepara uma operação para combater uma nova concentração de usuários de drogas na região da avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da capital. O foco é agir contra cenas abertas de uso, seguindo o modelo utilizado na Cracolândia. A iniciativa envolve a atuação integrada entre governo estadual, Prefeitura de São Paulo e forças de segurança.
Representantes das três esferas, em reunião realizada nesta terça-feira, 5, definiram ações que serão replicadas na região. Estimativas apontam que cerca de 90 pessoas circulam no local. As medidas abrangem combate ao crime organizado, investigação de estabelecimentos suspeitos e monitoramento da cena aberta.
Estrutura da operação e apoio institucional
O policiamento será coordenado pelo CPA/M-2, responsável pela área. O Hub Antidrogas de São Paulo vai apoiar ações de acolhimento e encaminhamento de usuários para tratamento. Também haverá abordagens para identificação e qualificação dos frequentadores da região, com uso de inteligência para mapear imóveis e atividades associadas a organizações criminosas.
Ferros-velhos da região estão sob monitoramento e podem ser interditados caso haja evidência de ligação com atividades criminosas, segundo representantes da operação. A gestão estadual ressalta que as ferramentas já utilizadas na Cracolândia devem guiar as ações na Roberto Marinho, incluindo fiscalização, atendimento social e de saúde.
Dados iniciais do governo indicam que apenas 3% das pessoas identificadas na cena aberta da Roberto Marinho já passaram pela Cracolândia. Os demais 97% não tinham histórico conhecido no fluxo central da cidade, conforme o levantamento apresentado.
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