- A Justiça do Rio de Janeiro condenou Eduardo Fauzi Richard Cerquise a 4 anos e 8 meses de reclusão pelo ataque com coquetéis molotov contra a sede da Porta dos Fundos, na véspera de Natal de 2019.
- A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto; Fauzi não poderá recorrer em liberdade.
- A prisão preventiva foi mantida para garantir a ordem pública e o cumprimento da pena, levando em conta o histórico do condenado, que fugiu para a Rússia e foi extraditado em 2022.
- A sentença se baseou em provas técnicas, incluindo reconhecimento facial e imagens de câmeras de segurança que reconstruíram a fuga após o ataque.
- Segundo a investigação, o atentado teve motivação de insatisfação com o conteúdo do especial de Natal produzido pela Porta dos Fundos; Fauzi afirmou integrar um grupo extremista identificado na sentença.
A Justiça do Rio de Janeiro condenou Eduardo Fauzi Richard Cerquise a 4 anos e 8 meses de reclusão pelo ataque com coquetéis molotov contra a sede da produtora Porta dos Fundos, ocorrido na véspera de Natal de 2019. A pena será cumprida inicialmente em regime semiaberto, segundo a decisão da 35ª Vara Criminal.
A sentença manteve a prisão preventiva para garantir a ordem pública e a execução da pena, levando em conta o histórico do réu, que fugiu para a Rússia após o crime e foi extraditado em 2022. Provas técnicas, como reconhecimento facial e imagens de câmeras, embasaram a reconstituição do trajeto de fuga pelo bairro Humaitá.
De acordo com a investigação, o ataque teve motivação relacionada ao conteúdo do especial de Natal produzido pela Porta dos Fundos. Fauzi teria integrado o que a acusação chamou de Comando da Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira.
Contexto do ataque
Imagens de câmeras de segurança mostram pessoas arremessando coquetéis contra o prédio e fugindo em carro e moto. Um segurança flagrou o ato, mas não houve feridos. No dia seguinte, um grupo que se identificou como o citado comando assumiu a responsabilidade em vídeo divulgado publicamente.
Panorama processual
Fauzi deixou o Brasil um dia antes da decisão de prisão decretada. Em janeiro de 2020, ele pediu habeas corpus no Rio, cuja tramitação ocorreu sem concessão de liberdade. O empresário foi preso pela Interpol em Moscou em setembro de 2020 e teve o pedido de asilo na Rússia negado em janeiro do ano seguinte.
Desfecho do caso
O réu permanece sob custódia após a condenação, com a decisão de cumprimento inicial em regime semiaberto. A íntegra do processo aponta para uso de evidências técnicas para sustentar a acusação e a relação entre o ataque e a repercussão do conteúdo do especial.
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