- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirma que a rejeição de Messias ao STF foi usada para atingir politicamente o presidente Lula.
- Wagner diz que a sabatina deixou de ser sobre requisitos e se tornou uma disputa política, deixando a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “muito estremecida”.
- Messias, advogado-geral da União, teve o nome recusado após desgaste político, o que agravou a crise entre governo e Senado.
- O senador diz que havia expectativa de aprovação e acusa parlamentares de atuarem sorrateiramente, “debaixo dos panos”, sem assumir posição contrária.
- O governo busca distensão com Alcolumbre; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, reuniu-se com o presidente do Senado e afirmou que não é hora de apresentar nova indicação ao STF.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado, afirmou que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF foi usada para atingir politicamente o presidente Lula. Ele disse que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está muito estremecida após a votação da última quarta-feira. A declaração foi feita em entrevista ao Bahia Notícias durante viagem à China.
Wagner afirmou que a sabatina deixou de ser sobre os requisitos para o STF e passou a ser uma disputa política contra o governo. Segundo ele, houve tentativa de prejudicar Lula com a rejeição a Messias, sem discussão transparente sobre a qualificação do indicado.
O congressista disse ainda que esperava a aprovação, mas que muitos atuaram de forma sorrateira, mantendo posição contrária de forma velada. Ele ressaltou que Messias enfrenta oposição enquanto é alvo de críticas, segundo avaliação de aliados.
Contexto
Wagner defendeu Messias e classificou o chefe da AGU como alvo de ódio político. O líder do governo descreveu Messias como uma pessoa exemplar e destacou que a crise atingiu a relação com Alcolumbre, político que tentou apostar em outra indicação para a vaga no STF.
O governo tem trabalhado para reconquistar pontes com o Senado após a derrota. Nesta terça, o ministro da Defesa, José Múcio, reuniu-se com Alcolumbre para buscar distensão, dizendo que não há urgência de uma nova indicação e que a crise deve amadurecer.
Wagner associou a crise ao histórico de apoio de Alcolumbre a Rodrigo Pacheco para a vaga no STF. Ele disse que não manda na cabeça do presidente do Senado e que a escolha de Messias foi feita por Lula, não por ele.
Repercussões
Segundo o senador, parte dos parlamentares responsabilizou Lula pela decisão de manter Messias na indicação. Ainda conforme interlocutores próximos, há quem tenha visto maior influência de Alcolumbre na articulação, o que dificultou o apoio ao indicado.
Publicamente, Alcolumbre nega protagonismo na decisão, mas o Palácio do Planalto entende que a derrota não ocorreria sem o estímulo do presidente do Senado. O episódio continua gerando tensão entre Executivo e Legislativo.
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