Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Deputado propõe autorização do Gov.br para acesso a sites pornográficos

Projeto propõe token de maioridade emitido pelo Gov.br para comprovar ter dezoito anos, com prova de conhecimento zero e validade de vinte e quatro horas

Portal Gov.br seria responsável por emitir tokens de comprovação de maioridade (imagem: divulgação)
0:00
Carregando...
0:00
  • Deputado Fábio Teruel (MDB-SP) apresentou o PL 2.201/2026 para criar um token de maioridade digital (TMD) emitido pelo Gov.br, para comprovar que o usuário tem dezoito anos ou mais.
  • O token seria gerado apenas para usuários com nível prata ou ouro no Gov.br, com validade de até 24 horas.
  • Do ponto de vista técnico, o TMD usaría prova de conhecimento zero, ou seja, não reuniria dados de identificação ou rastreamento.
  • A Autoridade Nacional de Proteção de Dados ficaria responsável por normas técnicas, incluindo criptografia, segurança, auditoria e anonimização.
  • O projeto estabelece que sites com conteúdo adulto no Brasil teriam que aderir ao token; usuários sem certificado ficariam impedidos de acessar esse conteúdo.

O deputado Fábio Teruel (MDB-SP) apresentou o Projeto de Lei 2.201/2026, que propõe a emissão de um token de maioridade digital (TMD) pelo Gov.br para comprovar que o usuário pode acessar sites com conteúdo adulto. A ideia visa substituir métodos que exigem compartilhamento de dados sensíveis, segundo o texto.

O TMD seria disponibilizado apenas a usuários com níveis prata ou ouro de cadastro no Gov.br, mediante solicitação. O token teria validade de até 24 horas e não conteria informações de identificação, em conformidade com a lógica de prova de conhecimento zero.

O objetivo apresentado pelo parlamentar é reduzir riscos à privacidade, sigilo e segurança informacional, evitando autodeclaração e dados biométricos. A iniciativa prevê que o token seja exigido por sites com conteúdo adulto acessíveis a brasileiros.

Proposta e funcionamento

O token funcionaria no âmbito do Gov.br, permitindo que sites de conteúdo adulto verifiquem apenas a maioridade do usuário, sem expor dados adicionais. A ideia é que o portador receba a confirmação de ter 18 anos ou mais sem compartilhar informações pessoais com o site visitado.

Do ponto de vista técnico, a lei cita prova de conhecimento zero, o que implica que o token não armazenaria dados identificáveis ou rastreáveis. A aplicação dependeria de diretrizes técnicas definidas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), incluindo protocolo criptográfico, segurança, auditoria e anonimização.

A proposta estabelece que todos os sites com conteúdo adulto acessíveis a brasileiros passem a aderir ao mecanismo de verificação. Usuários sem o certificado ficariam impossibilitados de acessar textos, imagens e vídeos de natureza pornográfica.

O conceito de conteúdo adulto, conforme o PL, abrange material predominantemente pornográfico ou sexualmente explícito com finalidade de excitação, incluindo textos, imagens e vídeos. Conteúdos jornalísticos, científicos, educativos, artísticos, literários ou de saúde ficariam fora da classificação.

Contexto regulatório

Os defensores argumentam que soluções atuais de verificação costumam exigir envio de dados sensíveis, o que poderia violar privacidade e segurança. O projeto diz adotar princípios de minimização de dados e comprovante de idade sem informações adicionais.

A legislação existente, conhecida como ECA Digital, já impõe que plataformas verifiquem a idade de usuários quando há conteúdo inadequado para menores. Em muitos casos, os meios atuais recorrem a escaneamento facial ou envio de documentos, o que motivaria o debate sobre uma alternativa.

A ANPD seria responsável por definir normas técnicas, incluindo criptografia, requisitos de segurança, procedimentos de auditoria e parâmetros de anonimização, para guiar a implementação do TMD.

Situação e próximos passos

O texto aguarda tramitação no Congresso para avaliação de mérito, riscos e impactos de implementação. O debate envolve temas de proteção de dados, privacidade, acessibilidade e segurança de plataformas online.

O PL 2.201/2026, se aprovado, exigiria adaptação de sites de conteúdo adulto e coordenação com o Gov.br para a emissão do token. A sua viabilidade dependerá de pareceres de comissões e da conformidade com a legislação vigente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais