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Ação contra Ciro Nogueira antecipa início de investigações no Congresso

Quinta fase da operação Compliance Zero leva investigações do Master ao Congresso, ligando Ciro Nogueira a repasse de recursos e a negócios envolvendo Vorcaro

Ciro Nogueira ao lado de Davi Alcolumbre durante votação que rejeitou o nome de Jorge Messias ao STF
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  • A Polícia Federal avança na quinta fase da operação Compliance Zero, mirando o senador Ciro Nogueira e o que envolve o caso Master e a rede vorcárica, chegando ao Congresso.
  • As apurações indicam que houve envio de emenda pronta para favorecer o Master, com pagamentos de propina que podiam chegar a cerca de R$ 500 mil por mês e aquisição de participação societária por meio de fachada, num negócio estimado em R$ 13 milhões, fechado por R$ 1 milhão.
  • A PF afirma que Vorcaro entregou um envelope com o texto da emenda para Ciro Nogueira, supostamente já pronto pela equipe do Master, sob pagamento não declarado.
  • O esquema envolve a parceria entre BRGD e CNLF, com estruturas vorcáricas que misturavam empresa de fachada, contratos de prestação de serviços advocatícios e lavagem de dinheiro, com fluxos financeiros vinculados ao senador.
  • A investigação, que entra no Congresso, envolve nomes ligados a Davi Alcolumbre e pode revelar novos desdobramentos, ainda sem definição de quem atuará como bloqueador no momento.

A Polícia Federal avançou na quinta fase da operação Compliance Zero, com buscas que chegaram ao Senado. O foco são indícios sobre o operador ligado ao que a PF classifica como rede Vorcaro, envolvendo o senador Ciro Nogueira, presidente do PP.

Segundo os investigadores, Ciro Nogueira teria recebido de Daniel Vorcaro um texto de emenda pronto, apresentado pela equipe do chamado Master. A ação faz parte de apurações sobre pagamento de propina e irregularidades envolvendo emendas parlamentares.

A PF aponta negociações de valores de até 500 mil reais mensais sob o Projeto Master. Também investiga aquisição de participação societária por meio de fachadas, com negócio estimado em 13 milhões de reais oferecido por 1 milhão de reais.

As apurações indicam uma estrutura de intermediação financeira entre diferentes empresas, com fluxos formais e recursos destinados ao senador Ciro Nogueira por meio de estruturas de controle indireto. O objetivo é mapear a origem e o destino dos recursos.

A investigação envolve ainda o papel de aliados e da rede associada ao operador Vorcaro, que circulava na Esplanada sem acompanhamento próximo. As autoridades buscam esclarecer como as transações ocorreram e quem foram os beneficiários reais.

Aprovação de emendas, contratos de serviços advocatícios e operações de fachada aparecem como componentes do esquema investigado pela PF. O inquérito segue sob sigilo, com coleta de documentos, perícias financeiras e oitiva de testemunhas.

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