- Ação de Descumprimento de Princípio Fundamental 919, de autoria do Partido dos Trabalhadores, no Supremo Tribunal Federal, pode mudar regras de delações premiadas e limitar o acordo com Daniel Vorcaro, founder do Banco Master. Relator, ministro Alexandre de Moraes, liberou a matéria para votação no plenário em 6 de abril, ainda sem data.
- O texto propõe limitar a celebração de delações envolvendo colaboradores presos, com a ideia de que, se a prisão for considerada ilegal pela Justiça, toda a delação e as provas possam ser desconsideradas.
- Também sugere restrições aos benefícios aos colaboradores: proibição de estender vantagens a familiares, restrição de benefícios apenas aos crimes investigados no caso e impedimento de imunidade ampla em outras apurações.
- A proposta prevê que dados recebidos de terceiros, como mensagens ou e-mails, só possam ser usados pelo colaborador mediante autorização judicial específica, e que delatados possam questionar o acordo em si, não apenas medidas derivadas dele.
- No caso Vorcaro, a defesa entregou à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal um pen drive com anexos da delação premiada; após análise, o ministro André Mendonça decidirá sobre a homologação da delação.
O STF pode alterar regras de delação premiada ao analisar uma ADPF apresentada pelo PT. A peça discute limites à celebração e validade de acordos, incluindo casos envolvendo o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A pauta tramita no Supremo desde 2021.
Em 6 de abril, o relator, ministro Alexandre de Moraes, liberou a ADPF para votação no plenário, ainda sem data marcada. A ação busca restringir direitos dos colaboradores e impor novas regras para provas obtidas em acordos de delação.
A proposta sustenta que, se a Justiça later for considerada ilegal, toda a delação premiada e as provas possam ser desconsideradas. Hoje, a legislação não impõe essa invalidação automática, apenas sugere possibilidade de descredenciamento.
Entre as mudanças, o PT propõe impedir extensão de vantagens a familiares do colaborador, restringir benefícios aos crimes investigados e impedir imunidade ampla em outras apurações. Também há limitação ao uso de dados de terceiros.
Mudanças na forma de uso de dados e questionamento da delação
A ADPF sugere que mensagens, e-mails ou registros privados só possam ser usados com autorização judicial específica. Além disso, prevê que os delatados possam questionar o próprio acordo, não apenas medidas decorrentes dele, como buscas ou prisões.
Delação de Vorcaro
A defesa de Vorcaro entregou à PGR e à Polícia Federal um pen drive com anexos da delação. O material foi encaminhado na terça-feira, 5 de maio de 2026, para avaliação inicial pelas autoridades.
Após análise das peças, caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, decidir sobre a homologação da delação. A delação premiada envolve obrigações de relato por parte do investigado em troca de benefícios.
A cadeia de avaliação segue com a análise dos anexos, que ainda não encerra o processo. A homologação depende de avaliação das autoridades competentes e do cumprimento de requisitos legais estabelecidos.
Entre na conversa da comunidade