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Carlos Viana diz que CPMI já sabia de Ciro Nogueira

CPMI do INSS afirma que a PF já investigava Ciro Nogueira; Compliance Zero aponta repasses de até 500 mil e prevê novos nomes nos próximos meses

Na imagem, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG)
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  • A CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana, afirmou que já sabia da investigação da Polícia Federal contra Ciro Nogueira, alvo de mandado de busca e apreensão na quinta-feira anterior.
  • Viana declarou em vídeo publicado no X que a CPMI encaminhou documentos ao Supremo Tribunal Federal e ao gabinete do procurador-geral da República apontando uma rede de influência e corrupção nos bastidores de Brasília.
  • Ele ressaltou que as investigações continuam, que novos nomes devem aparecer e que os desdobramentos devem ampliar o alcance político nos próximos meses.
  • Na quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra Ciro Nogueira, na operação Compliance Zero, que apura crimes financeiros envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro; é a primeira vez que o núcleo político é atingido.
  • A defesa de Ciro Nogueira repudiou acusações, afirmou que não houve participação em atividades ilícitas e pediu avaliação rígida de legalidade das ações tomadas com base em mensagens trocadas.

Na sexta-feira, 8 de maio de 2026, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, disse que a comissão já sabia da investigação da Polícia Federal sobre Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra Nogueira na quinta-feira, 7 de maio.

Viana afirmou, em vídeo publicado no X, que a CPMI encaminhou documentos ao STF e ao gabinete do PGR apontando uma rede de influência nos bastidores de Brasília. Ele diz que as investigações continuam e que novos nomes devem surgir nos próximos meses.

Segundo a apuração, a operação Compliance Zero mira crimes financeiros ligados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. A PF aponta diálogos que indicam repasses mensais entre 300 mil e 500 mil reais. A investigação também envolve uma emenda parlamentar supostamente elaborada pela assessoria do banco.

Operação Compliance Zero

A ação marca a primeira vez em que o núcleo político do caso é alcançado pela investigação. Fontes próximas às apurações descrevem a complexidade do fluxo de recursos e a participação de assessorias ligadas a agentes públicos.

A defesa de Nogueira divulgou nota para repudiar qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas. O texto afirma o compromisso de colaborar com a Justiça para esclarecer que não houve participação em atividades ilícitas.

A defesa ressalta ainda que medidas investigativas graves baseadas em mensagens trocadas por terceiros podem ser precipitadas e devem passar pelo controle legal adequado pelas Cortes Superiores.

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