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Cármen Lúcia dá 5 dias para Moro responder ação por calúnia contra Gilmar Mendes

Cármen Lúcia fixa cinco dias para Sérgio Moro apresentar defesa na ação por calúnia contra Gilmar Mendes, após rejeição de recursos da PGR no STF

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  • A ministra Cármen Lúcia determinou que o senador Sérgio Moro apresente defesa prévia em até cinco dias na ação penal por calúnia contra Gilmar Mendes.
  • O processo envolve Moro por ter afirmado, em 2023, que poderia “comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes” e, com isso, seria imputado o crime de calúnia.
  • O despacho foi assinado após a Primeira Turma do STF rejeitar os recursos da Procuradoria-Geral da República.
  • O vídeo que originou a ação repercutiu nas redes sociais em abril de 2023; Moro chegou a pedir desculpas pela declaração, dizendo que foi uma brincadeira infeliz.
  • A PGR sustenta a calúnia e aponta que a acusação envolve possível vantagem indevida ligada à concessão de habeas corpus; o interrogatório de Moro está previsto ao final da instrução processual, e o Senado será informado sobre o andamento.

A ministra Cármen Lúcia, do STF, determinou a citação de Sergio Moro e a intimação para apresentar defesa prévia em até cinco dias na ação penal por calúnia contra Gilmar Mendes. A decisão parte da reação a fala de Moro sobre comprar habeas corpus.

O processo foi aberto após um vídeo divulgado em abril de 2023, no qual Moro afirma que haveria a possibilidade de adquirir um habeas corpus de Gilmar Mendes. O material repercutiu nas redes sociais e foi utilizado como base da denúncia da PGR.

A Procuradoria-Geral da República sustenta que houve calúnia ao imputar a Mendes crime de corrupção passiva, ao sugerir favorecimento mediante vantagem para concessão de habeas corpus. Moro já pediu desculpas pela declaração.

Interlocuções processuais

O STF entendeu que a Corte tem competência para julgar o caso, mesmo o vídeo tendo sido gravado antes de Moro assumir o mandato de senador. O julgamento segue com a fase de instrução.

A defesa de Moro argumenta que a fala foi uma brincadeira infeliz, sem responsabilidade sobre a edição ou divulgação do vídeo. A PGR aponta que a gravidade aumenta pela presença de testemunhas e pela natureza da acusação.

No procedimento, Moro poderá apresentar defesa, indicar provas e arrolar testemunhas. O interrogatório está marcado para o final da instrução. Além disso, a ministra determinou a comunicação formal ao Senado sobre o andamento da ação penal.

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