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CEO da Quaest aponta três grupos de eleitores que definirão a eleição

Independentes, jovens menos ideológicos e moderados formam o “eleitor pêndulo” capaz de definir a eleição até outubro, aponta Felipe Nunes

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  • Pesquisas da Quaest indicam eleição aberta, com 57% dos eleitores dizendo ter voto definitivo e 43% ainda propensos a mudar até outubro; três grupos independentes costumam definir a disputa.
  • O grupo pendular é formado por eleitores pragmáticos, jovens menos ideológicos e pessoas buscando uma alternativa moderada fora da polarização; costumam decidir perto da eleição conforme o cenário.
  • Regiões estratégicas citadas: cidade de são paulo, região metropolitana de belo horizonte, região industrial de salvador e baixada fluminense, onde a disputa tende a ser mais intensa.
  • A relação entre economia e percepção pública não é direta: apesar de indicadores positivos, muitos brasileiros não sentem melhora no custo de vida; o conceito de affordability explica parte do descolamento.
  • Jovens e mulheres ganham peso na decisão; jovens estão menos vinculados à polarização tradicional e as mulheres representam uma parcela relevante de domicílios, o que pode influenciar o resultado.

O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, afirmou que a eleição continua aberta entre Lula e Flávio Bolsonaro, mesmo com polarização. A avaliação foi feita no programa Os Três Poderes, com participação de Robson Bonin e José Benedito da Silva. Nunes destacou que 43% dos eleitores ainda podem mudar de voto.

Segundo ele, a disputa será definida por eleitores independentes, pragmáticos e pouco identificados com a polarização. Nunes ressaltou que 43% dos ouvidos pela Quaest ainda consideram a possibilidade de alteração de voto até outubro.

A pesquisa da Quaest aponta que 57% dos eleitores têm voto definitivo, enquanto 43% podem mudar. O pesquisador explicou que esse contingente pode definir o ritmo da campanha e o resultado, dependendo de fatores econômicos e políticos próximos ao pleito.

Grupos de eleitores pendulares

Nunes descreve um grupo de “eleitores pêndulo” que são mais pragmáticos que ideológicos. Eles buscam outsider ou moderado e tendem a decidir perto da eleição, conforme o ambiente econômico.

Esses eleitores rejeitam tanto o lulismo quanto o bolsonarismo radical. Regiões estratégicas para esse momento são a cidade de São Paulo, a região metropolitana de Belo Horizonte, a região industrial de Salvador e a Baixada Fluminense.

Desempenho da economia e percepção pública

O programa discutiu a desconexão entre indicadores econômicos positivos e o humor do eleitor. O crescimento do PIB, baixo desemprego e inflação sob controle não se traduzem em melhoria percebida pelo público, segundo Nunes.

Ele explicou que o custo de vida elevado e o endividamento pesam na percepção de melhoria, o que impacta a avaliação do governo independentemente de números oficiais.

Rejeição e dinâmica do segundo turno

Benedito observou que o segundo turno tende a ser definido pela rejeição, não apenas pela aprovação. Nunes apontou que Lula e Flávio possuem índices de rejeição próximos e destacou a importância de entender o medo do eleitor: retorno da família Bolsonaro versus continuidade do governo Lula.

A percepção de moderação em Flávio Bolsonaro tenha ganhado peso entre parte do eleitorado, o que pode influenciar a composição do apoio até outubro, conforme o analista.

Campanha e impacto para indecisos

Bonin questionou se ataques entre adversários poderiam afastar indecisos. Nunes concordou que uma campanha excessivamente confrontacional pode elevar a abstenção, reduzindo a participação de quem ainda está indeciso.

Para atrair o eleitor independente, Lula e Flávio precisam apresentar propostas concretas para o período a partir de 2027, conforme a análise apresentada no programa.

Jovens e mulheres como definidores

Nunes destacou que jovens e mulheres ganharam peso na corrida. O eleitor jovem atual tende a rejeitar a polarização, sendo menos alinhado a posições de esquerda ou de direita tradicionais.

As mulheres passam a influenciar pela dinâmica de mudanças sociais e econômicas, com metade dos domicílios comandados por chefes de família do sexo feminino, segundo o analista.

Para os especialistas, o cenário permanece equilibrado, com esses grupos potencialmente definindo a eleição em um pleito ainda incerto.

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