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Conheça os candidatos à Presidência mais caricatos da história do Brasil

Gazeta do Povo lista sete candidatos presidenciais notórios por traços caricatos, memes e propostas inusitadas que marcaram as eleições

Alguns candidatos à Presidência marcaram suas campanhas não necessariamente pelas propostas oferecidas aos eleitores. (Foto: Imagem criada utilizando ChatGPT / Gazeta do Povo)
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  • Contexto: Gazeta do Povo lista os sete candidatos mais caricatos da história recente do Brasil (1989 a 2022), destacando perfis excêntricos no horário eleitoral.
  • Enéas Carneiro ocupa o top, conhecido pela aparência e pelo bordão “Meu nome é Enéas”; foi candidato presidencial três vezes, com melhor resultado em 1994, quando teve mais de 4,6 milhões de votos.
  • Marronzinho foi o único sergipano a disputar a Presidência, em 1989; ficou conhecido por declarações polêmicas, chegou a ser preso por calúnia e somou 0,33% dos votos.
  • Levi Fidelix, criador do aerotrem, ficou conhecido por defesa da família tradicional e por declarações controvertidas em debates; processado em 2014 por comentário sobre união homoafetiva, morreu em 2021.
  • Cabo Daciolo, pastor evangélico que já foi deputado pelo PSOL; ficou marcado por postura contrária a muitos adversários, uso de linguagem religiosa e obteve pouco mais de 1,2% dos votos em 2018.

Entre 1989 e 2022, o Brasil teve 71 candidatos à Presidência em nove eleições. Muitos disputaram com campanhas enxutas, buscando destaque por meio de imagens e bordões, nem sempre com propostas de peso. O tema ganhou força ao longo do tempo, revelando retratos variados do cenário político.

A reportagem destaca nomes que ficaram marcados pela caricatura mediática, seja pela aparência, pelo jeito de falar ou por propostas inusitadas apresentadas rapidamente no horário eleitoral. A lista, publicada pela Gazeta do Povo, reúne sete candidaturas que ficaram na memória do eleitorado.

Alguns dos protagonistas foram lembrados em debates, jingles e slogans que cruzaram as telas de TV e rádio, tornando-se referências culturais mesmo sem vitórias expressivas. A seleção busca compreender como o humor e o choque visual influenciam a percepção pública de uma campanha.

Ranking dos candidatos mais caricatos

7 – José Maria Eymael

O candidato disputou seis das nove eleições entre 1989 e 2022, empatado com Lula em número de concursos. Eymael ficou conhecido pelo jingle “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão” e por manter foco na imagem pública e em sua atuação parlamentar, sem propostas de grande envergadura. Melhor resultado: 2010.

6 – Cabo Daciolo

Pastor evangélico e ex-deputado, Daciolo ficou marcado pela adversidade a oponentes e por bordões como “glória a Deus”. Lançou propostas religiosas e chegou a prometer ações mirabolantes, como levar óleo de peroba em debates. Em 2018 conquistou pouco mais de 1% dos votos.

5 – Rui Costa Pimenta

Presidente do PCO, Pimenta é figura da esquerda radical. Foi candidato quatro vezes, com melhor resultado de 0,05% em 2002. Chamou atenção por posicionamentos polêmicos, como apoio ao Hamas; seu nome gerou críticas de entidades ligadas a Israel e foi alvo de representações do Ministério Público.

4 – Levy Fidelix

Mineiro que fundou o PRTB, Fidelix concorreu diversas vezes e ficou conhecido pela defesa do aerotrem. Em 2014 enfrentou processo por declarações sobre união homoafetiva. Manteve discurso voltado à família tradicional; faleceu em 2021, vítima de complicações da Covid-19.

3 – Padre Kelmon

Kelmon, baiano, ostenta o título de padre sem vínculo com a Igreja Católica. Em 2022 atuou como apoio a Bolsonaro, gerando polêmica por interrupções em debates e por referências fortes à esquerda. Obteve 0,07% dos votos.

2 – Marronzinho

José Alcides Marronzinho, sergipano, ficou conhecido por críticas contundentes e pela carreira como diretor de jornal. Em 1989 disputou a Presidência com propostas inusitadas, incluindo medidas para o setor de petróleo e leis de ordem pública. Obteve 0,33% dos votos.

1 – Enéas Carneiro

A imagem marcante de Enéas, com barba, careca e óculos, é a mais lembrada. Candidato do Prona, falava rápido nos segundos de TV, defendia nacionalismo, protecionismo e estatalidade. Foi três vezes candidato, com melhor desempenho em 1994, quando ficou em terceiro lugar; faleceu em 2007.

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