- Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, abriu uma representação no TCU para investigar supostas irregularidades no repasse do Seguro-Defeso entre setembro e dezembro de 2025.
- O senador afirma que houve paralisação de pagamentos para melhorar artificialmente o resultado primário, configurando possível violação à Lei de Responsabilidade Fiscal.
- Segundo ele, dados do Tesouro indicam despesa líquida negativa de 6,61 milhões com o Seguro-Defeso, enquanto pagamentos em 2023 e 2024 somaram cerca de 1,2 bilhão e 675 milhões, respectivamente.
- Marinho aponta contradição na transição do INSS para o Ministério do Trabalho: a paralisação teria começado em setembro, mas a Medida Provisória nº 1.323, de 2025, foi publicada apenas em 4 de novembro, autorizando pagamentos de 2025 no exercício de 2026.
- A representação solicita auditoria emergencial, medidas cautelares para 176,2 mil requerimentos, cronograma para equacionar passivo de 1,19 bilhão e apuração de divergência de 780 milhões entre dados do Tesouro e do Painel do Orçamento, além de sanções, incluindo multa, aos responsáveis.
Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) a apuração de supostas irregularidades no repasse do Seguro-Defeso. A ação envolve o governo Lula e engloba o período de setembro a dezembro de 2025.
Marinho aponta suposta paralisação de pagamentos para melhorar artificialmente o resultado primário do exercício. Alega violação à Lei de Responsabilidade Fiscal e classifica o movimento como uma possível pedalada fiscal.
Segundo o parlamentar, dados do Tesouro Nacional indicam despesa líquida negativa de 6,61 milhões de reais com o Seguro-Defeso. Em 2023, os pagamentos somaram cerca de 1,2 bilhão; em 2024, 675 milhões de reais.
Detalhes da representação
O senador aponta contradições na transição da gestão do INSS para o Ministério do Trabalho, com pagamentos alegadamente iniciados em setembro de 2025, enquanto a MP 1.323/2025 foi publicada apenas em 4 de novembro. A medida autorizou o pagamento de benefícios de 2025 no exercício de 2026.
Marinho solicita auditoria emergencial à Secretaria do Tesouro Nacional, ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Trabalho e ao INSS. Também requer medida cautelar para manter 176,2 mil requerimentos aptos para pagamento.
O requerimento aponta um passivo estimado em 1,19 bilhão de reais e uma divergência de 780 milhões entre dados do Tesouro e do Painel do Orçamento. O senador cobra apuração de irregularidades e verificação da legalidade da operação.
Ao final, a representação solicita a aplicação de sanções cabíveis, incluindo multas, aos responsáveis por suposta retenção de despesas obrigatórias. Rogério Marinho afirma a necessidade de apuração pelo TCU.
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