- Cerca de 20 deputados do Partido Trabalhista pediram publicamente que o primeiro-ministro Keir Starmer se demita ou estabeleça um prazo para a saída, até a noite de sexta-feira.
- Há quem diga que Starmer é tóxico para muitos eleitores, e que, se conduzir o partido a novas eleições, pode haver derrota.
- Alguns parlamentares acreditam que qualquer substituto enfrentará o mesmo problema: um país impaciente por cortes de impostos e aumento de gastos.
- Ministros do governo reforçam lealdade a Starmer e defendem esforço coletivo para reverter os resultados, em vez de demissão imediata.
- Há discussões sobre a possibilidade de Andy Burnham retornar ao Parlamento; alguns apoiadores querem remover barreira de candidatura, mantendo o clima de tensão interna.
Os membros do Partido Trabalhista britânico estiveram sob pressão após a rodada de eleições, com pelo menos 20 deputados declarando publicamente que Sir Keir Starmer deveria abandonar o cargo ou fixar um prazo para a sua saída. A contabilidade de críticas ganhou volume na noite de sexta-feira.
O questionamento ficou evidente em entrevistas e pelas redes sociais: vários parlamentares afirmam que Starmer é tóxico para o eleitorado e que, se continuar à frente, o partido corre risco de perder futuras disputas. A direção do partido, porém, mantém a defesa de que o líder não deixará o cargo.
Durante a campanha, a tendência foi a de atribuir a responsabilidade pela derrota a fatores ligados ao próprio líder. Em conversas com veículos de imprensa, parlamentares mencionaram que o eleitor não rejeita o Labour por completo, mas sim a figura de Starmer em particular.
Entre membros históricos do espectro de centro-esquerda, houve apelos por uma transição de liderança apenas com prazo, para evitar um choque interno, segundo relatos de bastidores. A maior parte dos ministros do gabinete, por sua vez, tem reforçado publicamente o apoio a Starmer e a continuidade do governo.
Mutinous mood
Há uma percepção entre parte do conjunto parlamentar de que, caso o PLP (Parlamento) não imponha um calendário para a mudança, a situação pode se tornar ainda mais turbulenta. A ideia de um retorno de Andy Burnham à direção do Labour é citada como possível desaguadouro para uma disputa futura.
O debate sobre Burnham envolve ainda a possibilidade de remoção de barreiras legais para que ele se candidate novamente. Alguns membros da direção do partido sinalizam resistência, o que alimenta o retrabalho político nos bastidores.
Mesmo com esse ambiente conturbado, o peso real da contestação permanece limitado ao conjunto de mais de 400 deputados no Commons. Vícios de comunicação interna e a volatilidade do momento favorecem uma leitura de que o panorama pode mudar rapidamente.
Cenário eleitoral e próximos passos
Entre os exemplos regionais, destacam-se perdas em Camden, no norte de Londres, ainda que o Labour tenha mantido o controle de algumas áreas. Em Essex, Badenoch viu a vitória de Reform sobre o postulado conservador. Em West Yorkshire, a liderança local de três grandes partidos perdeu assentos simultaneamente.
No momento, Starbucks? Não é. O primeiro-ministro está, segundo fontes, recolhido no número 10, preparando um discurso e a apresentação de um programa legislativo para a próxima semana. A recepção ao discurso pode influenciar a duração do mandato de Starmer.
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