- A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa foi solta após ficar detida por mais de 24 horas em Goiânia; ela é suspeita de ter coordenado um dos grupos de migração ilegal para os EUA.
- A polícia estimou que os cinco grupos investigados movimentaram cerca de R$ 240 milhões entre 2018 e 2023 com a travessia irregular.
- A defesa de Maria Helena pediu a revogação da prisão preventiva, alegando desnecessidade da medida extrema e mantendo a presunção de inocência.
- Juliana Rosa Tomé Fróes, suspeita de captar clientes e gerenciar a logística, também foi solta com tornozeleira eletrônica por noventa dias; Valéria Divina de Macedo permanece presa.
- A Polícia Federal informou que o governador de Goiás, Daniel Vilela, não está investigado e afirmou que os fatos não envolvem ele, a esposa ou o governo.
A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa foi solta em Goiânia após ficar detida por mais de 24 horas. Ela é suspeita de chefiar um dos cinco grupos investigados por movimentar cerca de R$ 45 milhões em esquema de migração ilegal para os EUA entre 2018 e 2023.
A polícia estima que o conjunto de grupos tenha movimentado R$ 240 milhões com a travessia irregular de imigrantes. O modo de operação envolvia contratação de coiotes, venda de passagens e logística para passagem ilegal pela fronteira mexicana.
A defesa de Maria Helena informou que a revogação da prisão preventiva reconhece a desnecessidade da medida extrema e pediu respeito à presunção de inocência. A filha política do governador não está sob investigação direta segundo a PF.
Quem está envolvido
Juliana Rosa Tomé Froes era apontada como captadora de clientes, compradora de passagens e responsável pela logística, e também foi solta sob monitoramento eletrônico por 90 dias. A defesa afirma que auxiliar imigrantes a pedir asilo não configura crime.
Valéria Divina de Macedo figura como responsável pela área financeira e logística do esquema, e permanece presa. A defesa de Valéria não foi localizada pelos investigadores. Os investigadores obtiveram autorizações de quebra de sigilos para mapear o caso.
O caso envolve ainda investigação sobre outros dois chefes que atuavam no Amapá, que não foram localizados. A PF informou que esses nomes integram a lista de procurados pela Interpol, no âmbito das apurações.
Contexto e desdobramentos
A PF aponta que os cinco grupos mantinham contatos com coiotes e organizavam a compra de passagens e hospedagem para facilitar a imigração irregular. As apurações entenderam a estrutura do esquema ao longo de vários anos, com interações entre empresários e organizações envolvidas.
As investigações são contínuas e visam esclarecer a relação entre as pessoas citadas e possíveis vínculos com outras regiões. O governador de Goiás, Daniel Vilela, reiterou que o caso não envolve o governo nem sua família.
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