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Evangélicas alertam risco de separação de crianças por deportações de Trump

Relatório apoiado por organizações evangélicas aponta que até 910 mil crianças cidadãs americanas podem ser separadas de um ou ambos os pais até o fim do mandato de Trump

Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em Inglês) tentando deportar um imigrante ilegal sem documentos. (Foto: ICE)
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  • Relatório apoiado por organizações evangélicas afirma que, se deportações em massa ocorrerem, até 910 mil crianças cidadãs americanas podem ser separadas de um ou de ambos os pais até o fim do mandato de Trump, sendo 665 mil separadas de ambos.
  • O estudo calcula aproximadamente quatro milhões de deportações até início de 2029, caso a promessa seja cumprida.
  • Existem 5,5 milhões de famílias com status migratório misto nos EUA, abrigando 12,5 milhões de cidadãos americanos em lares desse tipo.
  • O levantamento aponta que 519 mil crianças cidadãs americanas não têm nenhum familiar cidadão morando com elas; também estima 272 mil cidadãos separados de seus parceiros e 150 mil cônjuges e filhos que permaneceriam separados no exterior.
  • O estudo exclui cidadãos com pedidos de asilo e pessoas protegidas pelo DACA, e argumenta que políticas de separação violam princípios de unidade familiar.

A nova pesquisa, apoiada por organizações evangélicas, aponta que a promessa de deportações em massa nos EUA pode resultar na separação de até 910 mil crianças cidadãs americanas de um ou de ambos os pais até o fim do mandato de 2025, caso a política de deportação seja mantida. O estudo estima ainda que 665 mil dessas crianças poderiam ficar sem conviventes de ambos os pais.

O relatório, produzido pela Associação Nacional de Evangélicos (NAE) e pela World Relief, avalia o impacto de suspender vistos de imigrante para 75 países, sob a hipótese de cumprimento da promessa de deportar cerca de 4 milhões de pessoas até início de 2029. Segundo as organizações, alvos da política incluem imigrantes sem documentação, excluindo quem já tem proteção temporária.

O documento usa uma amostra aleatória para projetar cenários de remoção, incluindo pessoas que tiveram proteções temporárias encerradas. Entre os vulneráveis, estariam famílias comStatus migratório misto, ou seja, membros com risco de deportação convivendo com cidadãos americanos. O estudo não inclui pedidos de asilo ou beneficiários do DACA.

Conflitos familiares são detalhados: cerca de 519 mil crianças cidadãs americanas vivem sem a presença de nenhum familiar cidadão no lar. Em paralelo, a projeção indica 272 mil cidadãos americanos podem ser separados de parceiros; 150 mil cônjuges e filhos de cidadãos podem permanecer separados no exterior. O total de famílias com status migratório misto chega a 5,5 milhões.

O relatório questiona a compatibilidade dessas políticas com a coesão familiar, citando a importância da unidade familiar em ensinamentos bíblicos e na visão de proteção de crianças. Representantes da World Relief e da NAE afirmaram que, fora de situações extremas, as famílias devem permanecer juntas, e que leis mal estruturadas podem agravar a vulnerabilidade de crianças.

A expectativa é de que a Suprema Corte dos EUA avalie a constitucionalidade de uma ordem executiva que restringe a cidadania por nascimento para filhos de imigrantes ilegais. Os oponentes argumentam que a medida contraria a 14ª Emenda, ao passo que o governo sustenta que o texto não garante cidadania automática a filhos de visitantes temporários.

Este texto utiliza dados de fontes como a Folha Gospel, com informações também repercutidas pela The Christian Post, e reforça a necessidade de acompanhar decisões judiciais e políticas públicas que afetam famílias migrantes nos Estados Unidos.

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