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Flávio diz que buscará anistia a Bolsonaro se eleito e pode indicar cargo

Flávio Bolsonaro afirma que, eleito, poderá nomear Jair Bolsonaro para o governo e buscar anistia na transição; mira reduzir ministérios para 27

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto
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  • Flávio Bolsonaro disse que, se vencer a eleição, pode nomear o pai, Jair Bolsonaro, para um cargo no governo, desde que ele tenha a anistia necessária por condenação no STF.
  • O novo governo seria dirigido pelo próprio Flávio, com o ex-presidente atuando apenas como referência, segundo a declaração do senador.
  • Flávio afirmou que pretende usar o período de transição para aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelo 8 de janeiro, para que Bolsonaro possa subir a rampa ao lado dele.
  • O senador informou que mira reduzir de 39 para 27 o número de ministérios, ainda em estudo.
  • Em relação ao caixa público, citou venda de imóveis da União (mais de 1 trilhão de reais avaliados) e de participações em estatais, além de uso de tecnologia de compliance com inteligência artificial para monitorar gastos.

Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira que poderia nomear Jair Bolsonaro para um cargo no seu eventual governo, dependendo de uma anistia para o ex-presidente, que hoje cumpre pena por decisão do STF em processos ligados a golpes de Estado.

Na entrevista à CNN Brasil, Flávio disse que o pai pode exercer função no governo se assim desejar, mas não confirmou ter conversado com Jair Bolsonaro sobre ministérios. O filho afirmou ainda que, se eleito, ele governará e Bolsonaro servirá como norte.

Flávio afirmou que o período de transição seria utilizado para aprovar a anistia aos condenados pela instância de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente, para facilitar a transição de poder. A intenção é que Bolsonaro suba a rampa no dia seguinte ao pleito.

Propostas de governo

Flávio disse que pretende reduzir o número de ministérios de 39 para cerca de 27, ainda em estudo e sem apresentação formal. A ideia é tornar a máquina pública mais enxuta e eficiente.

O senador mencionou a possibilidade de usar o patrimônio imobiliário da União para reforçar o caixa, com imóveis avaliados em torno de 1 trilhão de reais. Também citou a venda de participações em estatais como fonte de recursos.

Além disso, o plano preveria uso de tecnologia para monitorar gastos públicos, com ferramentas de compliance e inteligência artificial para coibir desperdícios. Não houve entrega de versão final do programa até o momento.

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