- A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Insider para investigar suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo funcionários do Banco de Brasília, empresários, empresas e um servidor federal, com movimentação de cerca de R$ 15 milhões; a apuração começou após denúncia do próprio BRB.
- Ao todo, foram cumpridos dezessete mandados de busca e apreensão, sendo doze no Distrito Federal; foram bloqueados recursos e apreendidos oito veículos de luxo e um imóvel. Dois funcionários do BRB foram afastados.
- A investigação aponta que a fraude começou com boletos bancários adulterados em mil e vinte e cinco, com golpes registrados especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro; o dinheiro desviado era direcionado a contas ligadas aos investigados no BRB Ceilândia e circulava por transferências, saques e depósitos de alto valor.
- O esquema incluiria pulverização de recursos em ao menos doze contas no DF, com um depósito superior a R$ 1 milhão; há indícios de ocultação patrimonial por meio de aquisição de veículos de luxo e circulação fracionada de dinheiro.
- Especialistas apontam que a investigação está em fase inicial e pode avançar conforme a análise do material apreendido; o BRB afirmou cooperação com as autoridades e que não há indícios de prejuízo direto a correntistas.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Insider, para investigar suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo funcionários do BRB, empresários, empresas e um servidor federal. A apuração aponta movimentação de cerca de R$ 15 milhões em operações incompatíveis com a renda declarada.
A investigação, conduzida pela DRCor, teve início com informações repassadas pelo próprio BRB após identificarem irregularidades em uma agência de Ceilândia. O banco abriu procedimento interno e acionou as autoridades, que passaram a apurar os fatos com rigor.
Segundo a polícia, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 12 no DF. Houve bloqueios financeiros proporcionais às movimentações investigadas, além da apreensão de oito veículos de luxo e de um imóvel no DF. Os envolvidos podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.
Dinâmica
A apuração aponta fraude milionária com boletos bancários adulterados em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Os golpes desviavam valores pagos pelas vítimas para contas ligadas ao grupo investigado, conforme o estudo da PCDF.
Parte dos recursos teria sido direcionada a contas ligadas aos suspeitos em uma agência do BRB em Ceilândia, iniciando o fluxo que se espalhou por várias transferências entre pessoas físicas e jurídicas, com saques e depósitos em dinheiro de alto valor.
A polícia aponta pulverização dos recursos em ao menos 12 contas no DF. Um depósito individual teria ultrapassado o montante de R$ 1 milhão, com indícios de ocultação patrimonial por meio de aquisição de veículos de luxo.
Reação
O presidente do BRB afirmou que o caso não guarda relação com o Banco Master e classifica a investigação como antiga. O banco informou que a apuração interna começou em maio de 2025 e que a área de compliance vem atuando para assegurar a conformidade das operações.
A Polícia Civil sustenta que, até o momento, não há indícios de prejuízo direto aos correntistas nem ao banco. Os dois funcionários afastados seguem vinculados ao BRB, sujeitos a processo administrativo.
Novas fases
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a análise do material apreendido será essencial para o avanço da investigação, com possível instauração de novas fases caso novas provas surjam. Pode haver prorrogações de medidas cautelares e novas diligências.
Acredita-se que a linha de apuração possa envolver a participação de mais pessoas ou atividades adicionais, com possível extensão de bloqueios bancários e novas perícias financeiras, conforme andamento do inquérito.
Entenda a investigação
- Origem: fraude com boletos falsos em 2025, com golpes em SP e RJ. Valores desviados para contas indevidas.
- Entrada no BRB: parte do dinheiro movimentada para contas ligadas aos investigados na Ceilândia.
- Movimentação: dinheiro circula via transferências entre pessoas físicas e jurídicas, com saques de alto valor.
- Pulverização: recursos distribuídos em 12 contas, com depósitos que chegaram a mais de R$ 1 milhão.
- Estrutura: envolve dois funcionários do BRB, empresários e um servidor federal; há indícios de patrimônio incompatível.
- BRB DTVM: servidor teria atuado na negociação de carteiras de ativos superiores a R$ 60 milhões.
- Resultado: 17 mandados de busca e apreensão; bloqueios, veículos de luxo e imóvel apreendidos; investigação segue em sigilo.
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