- Laura Fernández tomou posse nesta sexta-feira, 8, para um mandato de quatro anos na Costa Rica.
- A cerimônia ocorreu no Estádio Nacional de San José, com a nova presidente jurando em um governo de linha-dura contra o crime.
- Ela promete enfrentar o narcotráfico com medidas firmes, incluindo a criação de uma penitenciária de segurança máxima inspirada no modelo de El Salvador.
- Fernández manteve quase todo o gabinete de Rodrigo Chaves e nomeou o ex-presidente como Ministro da Presidência e das Finanças; possui maioria de 31 deputados no Congresso.
- Especialistas alertam para a possibilidade de concentração de poder similar à de Nayib Bukele e para uma diarquia entre Fernández e Chaves, o que pode afetar a democracia.
A nova presidente da Costa Rica, Laura Fernández, tomou posse nesta sexta-feira, 8, em cerimônia no Estádio Nacional de San José. Ela prestou juramento para um mandato de quatro anos, dando continuidade a um projeto de linha-dura iniciado por seu antecessor, Rodrigo Chaves.
Fernández, 39 anos, é cientista política que atuou como ministra da Presidência no governo de Chaves. Ela venceu as eleições de 1º de fevereiro com base na popularidade do mentor e promete enfrentar o aumento do narcotráfico no país, habitado por cerca de 5,2 milhões de pessoas. O objetivo declarado é reduzir a violência ligada ao crime organizado.
A nova administradora manteve a maior parte do gabinete de Chaves e nomeou o próprio Rodrigo Chaves como Ministro da Presidência e das Finanças. O governo também contará com uma maioria de 31 deputados no Congresso, o que facilita a continuidade de propostas reformistas, incluindo ações sobre o Poder Judiciário, apontado como motor da insegurança.
Análise de especialistas
Especialistas destacam que a ascensão de Fernández pode favorecer uma curva de poder semelhante à observada com Bukele, que consolidou controle após assumir medidas duras contra gangues. Há também a leitura de que a permanência de Chaves no gabinete pode indicar aliança entre os dois governos.
Segundo o cientista político Daniel Zovatto, a situação pode abrir espaço para uma espécie de diarquia governamental, com riscos de concentração de poderes. O cenário é visto como delicado para a democracia, exigindo vigilância sobre os mecanismos de freio institucional.
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