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MG suspende parceria com entidade ligada a empresário preso operação contra PCC

Governo de Minas suspende pagamentos da parceria com a Renapsi e abre due diligence após relação entre empresário preso, a entidade e fintech ligada ao PCC

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  • O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, suspendeu os pagamentos da parceria com a Renapsi, firmada em 17 de março no valor de R$ 237,6 milhões para dois anos.
  • A Renapsi é fundada pelo empresário Adair Meira, preso sob suspeita de lavagem de dinheiro ligada a uma fintech associada a um membro do PCC; a Polícia Civil afirma que Meira é o “real dono” da entidade.
  • Segundo a polícia, a Renapsi foi usada para pagar boletos da fintech 4TBank, criada por um integrante do PCC.
  • Simões instaurou um procedimento de due diligence com a Controladoria-Geral do Estado para apurar o caso e determinou medidas para rescindir o acordo; o governo afirma acompanhar tudo com rigor.
  • O deputado estadual Cleiton protocolou pedidos de providências ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e à CGE para investigar irregularidades no contrato e possível relação com as investigações de lavagem de dinheiro.

O governo de Minas Gerais suspendeu nesta sexta-feira (8) os pagamentos da parceria com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi). A ação ocorre após a divulgação de informações sobre o fundador da entidade, Adair Meira, preso sob suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro ligada a uma fintech associada a um membro do PCC.

Segundo a Polícia Civil, Meira seria o dono da Renapsi, que teria sido usada para quitar boletos da fintech 4TBank. A 4TBank é ligada a um integrante da organização criminosa, conforme apuração policial. A Renapsi nega vínculos administrativos com Meira, mas as autoridades apontam que ele exerce controle real sobre a instituição.

A suspensão ocorreu após o governador Mateus Simões (PSD) tomar ciência, via imprensa, de os fatos envolvendo o fundador. O governo informou que adotará medidas para rescindir o acordo e abriu procedimento de due diligence com a Controladoria-Geral do Estado (CGE) para apuração do caso.

A parceria, firmada em 17 de março durante a gestão de Romeu Zema (Novo), prevê o pagamento de 237,6 milhões de reais em dois anos. O objetivo é atender o programa Evolução Jovem, que facilita a entrada de 10 mil estudantes da rede estadual no mercado de trabalho por meio de contratações públicas.

O Executivo informou que a parceria seguiu os trâmites legais e critérios do edital, com observância das exigências técnicas e jurídicas, e que não havia decisão judicial que impedisse a continuidade. Ainda assim, o governo afirmou que acompanhará o caso com rigor e adotará as medidas cabíveis para a legalidade.

Entre as manifestações públicas, o deputado Professor Cleiton (PV) protocolou pedidos de providências junto ao Ministério Público, ao TCE-MG e à CGE para apurar irregularidades no contrato. Ele também questiona a relação entre o acordo e investigações sobre lavagem de dinheiro envolvendo a fintech.

A Renapsi teve atuação anterior em Goiás, onde venceu licitação para gerenciar programa de qualificação profissional de jovens. O valor estimado do acordo com o governo goiano é de cerca de 2 bilhões de reais; o pagamento inicial de 19 milhões, previsto para março, não foi efetuado, conforme a Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas.

A defesa de Adair Meira disse que ele está preso em investigação em curso e que as acusações serão esclarecidas no processo. Também assegura que ele não possui atuação administrativa, de gestão ou operacional na Renapsi. A Renapsi afirmou que Meira não mantém vínculo com a instituição.

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