- A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluiu que Juscelino Kubitschek foi morto em 22 de agosto de 1976 por ação do regime militar, enquanto seguia pela Via Dutra.
- A presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente, disse que a reabertura do debate é um passo importante para a verdade histórica do Brasil.
- Segundo ela, novas investigações e relatórios de comissões da verdade estaduais, do Ministério Público Federal e da CEMDP apontam inconsistências na versão de acidente automobilístico.
- Anna Christina afirmou que a família recebeu o relatório e que o Brasil precisa enfrentar sua história com coragem e transparência.
- Se a CEMDP confirmar oficialmente o atentado, isso representaria um reconhecimento histórico necessário para a memória de JK e para todas as vítimas da violência do Estado.
A presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente Juscelino Kubitschek, informou nesta sexta-feira sobre um relatório da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que aponta JK como vítima de um atentado ligado ao regime militar. O suposto incidente teria ocorrido em 22 de agosto de 1976, enquanto o ex-presidente seguia pela Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro.
A família afirma que a narrativa de um acidente automobilístico não sustenta mais a versão consolidada por décadas. Investigações independentes, perícias de comissões da verdade e o MPF são citados como fontes de questionamento à versão anterior.
Anna Christina recebeu o material da CEMDP e informou que vai analisar o conteúdo com a família. Ela destacou a importância de enfrentar a história com transparência e avaliou que, se comprovado o atentado, será um reconhecimento histórico relevante.
Reação da família e próximos passos
Ela ressaltou que Juscelino era uma figura central da redemocratização e alvo de perseguição durante o regime militar. A neta enfatizou que o Brasil precisa considerar o contexto político da época para entender o episódio.
A presidente do Memorial JK enfatizou ainda que o Brasil deve tratar com coragem a sua memória histórica. Caso a CEMDP conclua pela hipótese de atentado, a decisão representaria um marco para as vítimas da violência estatal, segundo a nota oficial.
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