- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a quinta fase da operação Compliance Zero não foi resposta à delação de Daniel Vorcaro.
- A colaboração apresentada pelo banqueiro foi protocolada na terça-feira, dois dias antes da operação que mirou o senador Ciro Nogueira.
- Rodrigues disse que a delação precisa cumprir requisitos para ser homologada; se não cumprir, não é validada e o processo segue.
- A PF mostrou ter material para novas ações, mas Vorcaro ainda precisa fornecer mais detalhes para a homologação da delação.
- Sobre os delegados cedidos, o presidente Lula pretende reconvocá-los; o ministro da Justiça pediu explicações sobre as atividades exercidas por cada policial.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a quinta fase da operação Compliance Zero, investigando fraudes no Banco Master, não foi uma resposta à delação de Daniel Vorcaro. A PF informou que a colaboração ainda precisa cumprir requisitos para ser homologada, e que a decisão de avançar com a ação ocorreu apenas ontem.
A entrega da proposta de colaboração ocorreu na terça-feira, 5, dois dias antes da deflagração da operação, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira, citado por Vorcaro como amigo próximo. Rodrigues enfatizou que não houve pressões para obter resultados, apenas a continuidade do andamento da investigação.
O diretor comentou ainda sobre o futuro do acordo de Vorcaro caso a PF não aprove a delação, afirmando que não conhece os termos completos e que, se os requisitos não forem atendidos, o processo segue seu curso. A PF sinalizou que há evidências suficientes para novas operações, mas requer detalhes adicionais para homologar a delação.
A PF informou que a investigação ainda não detalhou a relação com Ciro Nogueira na proposta de Vorcaro, indicando que esse ponto precisa de elucidação adicional para a homologação da colaboração.
Retorno de delegados cedidos
Andrei Rodrigues comentou sobre a ideia do presidente Lula de reconvocar delegados cedidos a outros órgãos, estimando cerca de 150 profissionais. Ele ressaltou que agentes que atuam como secretários de Segurança Pública não devem deixar suas funções.
O ministro da Justiça, Wellington Lima, disse ter enviado ao diretor-geral um pedido de explicações sobre as atividades exercidas por cada policial cedido. Em seguida, será realizada uma avaliação sobre a convergência dessas funções com as atribuições da PF, especialmente no combate ao crime organizado.
A iniciativa de exigir o retorno de delegados cedidos foi anunciada por Lula em 23 de abril, durante evento público, com o objetivo de reforçar o enfrentamento ao crime organizado.
Entre na conversa da comunidade