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PF atua contra o primeiro andar do crime organizado, afirma Andrei

PF afirma atuar contra o primeiro andar do crime organizado na operação Compliance Zero; afastada ligação com pressões à delação de Vorcaro

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues
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  • O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que a PF atua “contra o primeiro andar do crime organizado” na operação Compliance Zero.
  • A operação, deflagrada em novembro de 2025, mirou fraudes do Banco Master e levou à prisão do dono da instituição, Daniel Vorcaro, e a buscas e bloqueios de ativos.
  • Um dos alvos foi o senador Ciro Nogueira, marcando a continuidade da apuração que chegou ao núcleo político.
  • Andrei negou qualquer ligação entre a operação e pressões para delação de Vorcaro, afirmando que a delação é direito do investigado e não depende de estratégias da PF.
  • Em 2026, a investigação já resultou na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por suposta propina de Vorcaro para favorecer a compra do Master e uso de recursos do banco.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF atua contra o chamado primeiro andar do crime organizado, no âmbito da operação Compliance Zero. A declaração ocorreu nesta sexta (8), sobre a ação da quinta-feira (7), que teve entre os alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A PF informou que seguirá colhendo provas e encaminhando análises ao Poder Judiciário.

Andrei rejeitou qualquer ligação entre a operação e pressões para uma delação de Daniel Vorcaro. Segundo ele, a prática não faz parte da estratégia da investigação, que envolve aspectos técnicos e legais. A delação é um direito do investigado, disse, e não há relação causal com outros fatos apurados.

Contexto da operação

Deflagrada em novembro de 2025, a Compliance Zero investiga crimes ligados ao Banco Master e a emissão de títulos de crédito falsos. A ação levou à prisão de Daniel Vorcaro e ao bloqueio de contas no valor de cerca de 12,2 bilhões de reais, além de apreensões de bens de luxo.

As apurações começaram em 2024, a pedido do Ministério Público Federal, para apurar possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. Em 2026, a operação prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, sob suspeita de propina para facilitar a compra do Master e pressionar acionistas.

O Progressistas, sigla de Ciro Nogueira, ressaltou a necessidade de esclarecimentos, observando o direito de defesa e o devido processo legal. A PF mantém o foco na apuração de desvios e fraudes envolvendo o sistema financeiro nacional.

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