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Projeto proíbe microesferas de plástico em cosméticos e produtos de higiene

Senado analisa projeto que proíbe microesferas plásticas em cosméticos e higiene, visando reduzir poluição oceânica e riscos à saúde humana

Disposição de frascos de cosméticos
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  • O Senado vai analisar o Projeto de Lei 2.157/2026, que proíbe a fabricação, importação e venda de cosméticos e produtos de higiene com microesferas de plástico.
  • O texto define microesfera de plástico como qualquer partícula plástica com menos de cinco milímetros usada para limpar, aclarar, abrasivear ou esfoliar o corpo, contida em itens de higiene pessoal e cosméticos enxaguáveis.
  • Produtos como esfoliantes, pastas de dente e itens de banho costumam conter essas microesferas, que chegam aos oceanos após o descarte, pois o tamanho dificulta a filtragem nos sistemas de tratamento.
  • O autor do projeto, deputado Mário Heringer, aponta que há alternativas de origem vegetal e afirma que o consumidor geralmente não é informado sobre a presença de plástico nesses itens.
  • A proposta sustenta que o consumo de frutos do mar contaminados pelo microplástico pode trazer intoxicações, por causa da capacidade do plástico de atrair e liberar substâncias químicas.

O Senado vai analisar o Projeto de Lei 2.157/2026, que proíbe a fabricação, importação e venda de cosméticos e itens de higiene com microesferas de plástico em sua composição. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados no mês passado. O objetivo é reduzir a poluição oceânica causada por plásticos.

O texto define microesfera de plástico como qualquer partícula plástica sólida com menos de cinco milímetros, destinada a limpar, clarear, abrasar ou esfoliar o corpo, presente em produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos enxaguáveis. Esfoliantes, pastas de dente e itens de banho estão entre os exemplos citados.

O autor da proposta é o deputado Mário Heringer (PDT-MG). Ele aponta que outros países já adotam medidas semelhantes e que há alternativas de origem vegetal para substituir as microesferas. Segundo o parlamentar, o consumidor nem sempre é informado sobre a presença de plástico nos produtos.

Heringer também destaca riscos à saúde humana, com a ingestão de alimentos contaminados por microplástico. Ele afirma que o plástico pode liberar substâncias químicas que afetam o funcionamento de organismos vivos. A proposta espera tramitar em seguida no Senado para decisão final.

*Com informações da Agência Câmara*

*Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)*

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