- Dalio afirma que os EUA devem enfrentar anos de turbulência nos próximos cinco anos, impulsionados por déficits, desigualdade de riqueza e polarização política, com IA acelerando mudanças.
- Ele aponta um novo sistema geopolítico e interrupções causadas pela IA como fatores que devem agravar a turbulência.
- Há preocupação com violência interna, com previsão de intensificação do conflito político entre eleições de meio mandato e a presidencial de dois mil e vinte e oito.
- Internacionalmente, não haveria mais uma ordem baseada em regras; o desfecho de um possível conflito EUA versus Irã pode depender de controle do Estreito de Ormuz e de materiais nucleares.
- Recomenda diversificar a carteira com entre cinco e quinze por cento em ouro; Marc Rowan, executivo da Apollo Global Management, sinalizou que ouro pode atuar diante de desvalorização de moedas fiduciárias e tensões geopolíticas.
Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, aponta que os EUA caminham para anos de turbulência. Deficits, cada vez maior diferença de riqueza e divisões políticas devem agravar tensões internas, sob perspectiva dele. Também cita interrupções causadas pela IA e um novo sistema geopolítico.
Em entrevista ao podcast do New York Times, Dalio afirmou que nos próximos cinco anos ocorrerão grandes mudanças, com impactos significativos na vida social e política do país. O cenário, disse, tende a ser quase irreconhecível ao fim desse período.
Segundo o investidor, o risco de violência política aumenta conforme o país se aproxima das eleições de meio de mandato e depois da eleição presidencial de 2028. Ele sugeriu que o conflito entre esquerda e direita pode se intensificar nesse intervalo.
Internacionalmente, Dalio disse que não existe mais uma ordem baseada em regras. O desenrolar de um eventual conflito entre EUA e Irã dependeria de quem controla o Estreito de Ormuz e materiais nucleares, segundo sua leitura.
Para investidores, Doutrina recomenda diversificação de portfólio com 5% a 15% em ouro. Em sua visão, momentos de crise costumam fazer moedas fiduciárias perder valor, enquanto o ouro tende a subir.
Separadamente, Marc Rowan, diretor executivo da Apollo Global Management, apontou que o ouro é uma moeda fiduciária. Rowan mencionou um “realinhamento geopolítico maciço” que fortaleceria o peso do colarinho azul e o custo do colarinho branco.
Entre na conversa da comunidade