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Relatório aponta que JK foi morto pela ditadura, e não por acidente

Comissão Especial aponta que JK foi morto pela ditadura, não em acidente de trânsito; parecer depende de votação para se tornar posição oficial

Ilustração sobre foto em preto e branco de Juscelino Kubitschek
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  • Relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos aponta que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura, e não por acidente de trânsito.
  • A análise, produzida pela historiadora Maria Cecília Adão, utiliza mais de cinco mil páginas de documentos e anexos.
  • O parecer ainda precisa ser votado pelos membros da comissão para virar a posição oficial do órgão.
  • A revisão do caso foi solicitada por Gilberto Natalini e pelo jornalista Ivo Patarra, e retoma após retorno das atividades da CEMDP.
  • O episódio ocorreu em agosto de 1976, quando JK, em viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro, teve o carro dirigido por Geraldo Ribeiro envolvido em acidente na região de Resende.

Relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aponta que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek foi causada pela ditadura militar, e não por acidente de trânsito. O documento será analisado pela comissão do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A análise, embora cuidadosa, ainda não é definitiva. O texto precisa passar por votação entre os membros da CEMDP para se tornar a posição oficial do órgão. A divulgação foi realizada pela Folha de S.Paulo.

A historiadora Maria Cecília Adão assina a relatoria. O material reúne mais de 5 mil páginas, com documentos e anexos, e vem sendo estudado pelos conselheiros desde abril.

A trajetória de JK inclui a presidência entre 1956 e 1961, a construção de Brasília e o slogan desenvolvimentista. Ao deixar o Planalto, ele tornou-se senador; com o golpe de 1964 teve direitos políticos cassados.

O processo de revisão começou a pedido de Gilberto Natalini, ex-presidente da Comissão da Verdade Municipal de São Paulo, e do jornalista Ivo Patarra. A solicitação ocorreu após a retomada das atividades da CEMDP.

A comissão informou que o parecer foi apresentado aos conselheiros em reunião em 1º de abril. A votação ocorreu, inicialmente, em abril, mas foi adiada para permitir estudo adicional e informações aos familiares.

Segundo a CEMDP, parte das informações já era pública, resultante de investigações do Ministério Público Federal. Outros elementos devem ser divulgados apenas após a deliberação interna.

Reabertura do caso e contexto

A morte de JK ocorreu em agosto de 1976, em viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. O carro, guiado por Geraldo Ribeiro, colidiu com um caminhão perto de Resende, após suposto contato com um ônibus.

Investigação da época apontou que o veículo atravessou a pista contrária, levando ao acidente fatal do ex-presidente e do motorista. O conteúdo do relatório ainda depende de deliberação final da CEMDP.

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