- Suprema Corte da Virgínia, em decisão por quatro votos a três, concluiu que a Assembleia Geral não seguiu o procedimento constitucional ao aprovar o novo mapa, impedindo o uso do mapa aprovado pelos eleitores para ampliar cadeiras no Congresso.
- Os eleitores haviam aprovado o mapa no referendo no mês passado, deixando empatados os planos de Democratas para ganhar até quatro assentos adicionais.
- Em outros estados, Texas, Carolina do Norte e Missouri aprovaram novos mapas que podem reduzir até sete cadeiras de Democratas, enquanto Califórnia aprovou um mapa que pode beneficiar Republicanos em até cinco cadeiras.
- O ex-presidente Donald Trump celebrou a decisão, chamando-a de grande vitória para o Partido Republicano e para a América.
O Tribunal Superior da Virgínia decidiu nesta sexta-feira que o estado não pode usar novos mapas congressionais aprovados pelos eleitores para criar até quatro vagas adicionais na Câmara dos EUA. A derrota impede que o plebiscito recente vire real o redesenho previsto.
A decisão, por 4 a 3, aponta falha no procedimento constitucional na aprovação do mapa pela Assembleia, após sanção popular em referendo no mês passado. O veredito afasta a pretensão de ampliar a bancada democrata no Congresso.
O tribunal molda o cenário nacional, em meio a mapas redesenhados por estados governados por republicanos que podem expulsar membros democratas. Texas, Carolina do Norte e Missouri já aprovaram novos contornos que favorecem o GOP; Califórnia aprovou um mapa que pode prejudicar o partido republicano.
Panorama para 2026 e impactos regionais
O resultado da Virgínia coincide com a corrida por maior controle da maioria na Câmara antes das eleições de meio mandato em novembro. Republicanos celebram a decisão, que pode favorecer candidaturas de opositores a democratas em várias disputas.
Entre as consequências, estados do sul ajustam seus mapas após decisão da Suprema Corte dos EUA que enfraqueceu a Lei dos Direitos de Voto, abrindo espaço para reorganizações districtais em áreas com grande concentração de eleitores negros.
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