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Senado analisa criação de política nacional para minerais críticos

Senado analisa política para minerais críticos, com Fundo Garantidor de R$ 2 bilhões e créditos de até R$ 5 bilhões para estimular processamento e indústria no Brasil

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  • O Senado vai analisar o projeto de política nacional para minerais críticos (PL 2.780/2024), aprovado pela Câmara, com incentivos de até R$ 7 bilhões em cinco anos.
  • O texto cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com aporte de R$ 2 bilhões da União, além de um programa de beneficiamento com R$ 5 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos.
  • Um Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos definirá quais substâncias entram na lista e atualizará os critérios a cada quatro anos.
  • Empresas ligadas à mineração deverão destinar 0,2% da receita operacional bruta ao fundo, mais 0,3% para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, durante seis anos a partir da regulamentação.
  • O texto reforça prioridade de áreas com minerais críticos e estratégicos em leilões da Agência Nacional de Mineração, com regras sobre preço mínimo e prazo máximo de dez anos para autorização de pesquisa.

O Senado vai analisar a criação de uma política nacional para minerais críticos, responsáveis por itens como carros elétricos, turbinas eólicas e tecnologias de ponta. O foco é ampliar processamento e transformação no Brasil, com incentivos novos e regras para a cadeia produtiva.

A proposta, aprovada pela Câmara, prevê investimentos públicos e mecanismos de apoio a projetos estratégicos. O objetivo é reduzir dependência de minério bruto e fomentar indústria nacional sem fechar portas a investimentos externos.

Segundo o objetivo, o projeto cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral e um programa de beneficiamento e transformação no país, com créditos fiscais previstos para cinco anos. O texto estabelece critérios para classificação de minerais críticos e estratégicos.

Medidas propostas

O Fundo Garantidor terá aporte inicial de 2 bilhões de reais da União e poderá receber recursos de estados, municípios, parceiros internacionais e títulos ligados à mineração. A gestão ficará sob instituição federal, com patrimônio separado e garantias próprias.

Entre as regras, empresas de mineração, lavra, beneficiamento e transformação deverão destinar 0,2% da receita operacional bruta ao fundo por seis anos, além de 0,3% para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O aporte mínimo será definido pelo Conselho Nacional.

Cadastro, áreas e leilões

O projeto institui um cadastro nacional que unifica informações de todos os órgãos públicos sobre projetos de minerais críticos. A ideia é habilitar o acesso aos instrumentos de fomento somente para iniciativas cadastradas.

As áreas com potencial de minerais críticos ou estratégicos terão prioridade em leilões da Agência Nacional de Mineração (ANM). A ANM estabelecerá preço mínimo e prazos para pesquisa, com décimo ano como prazo máximo para conclusão de relatórios.

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