- STJ decidiu que aluguel de imóveis em condomínios a curto prazo depende da aprovação de pelo menos dois terços dos moradores.
- A decisão foi tomada pela Segunda Seção do STJ, por maioria de votos, mantendo a proibição sem autorização do condomínio.
- A tendência é de que atividades como Airbnb possam mudar a finalidade residencial do imóvel, afetando o conforto e a segurança dos moradores.
- O caso envolveu uma proprietária que buscava destinar o apartamento a estadias curtas sem assembleia; a Airbnb atuou como interessada.
- A empresa informou que a decisão é sobre um caso específico e não proíbe locação por temporada, destacando impactos econômicos da plataforma.
O STJ—Segunda Seção—decidiu que o aluguel de imóveis de condomínios para curto prazo, como o Airbnb, depende da aprovação de pelo menos dois terços dos moradores. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (7/5).
A maioria dos votos manteve a posição de que esse tipo de atividade pode alterar a finalidade do imóvel, afetando o conforto e a segurança dos moradores. Com isso, a prática fica sujeita à autorização coletiva prevista na convenção do condomínio.
A ministra Nancy Andrighi, no voto vencedor, afirmou que contratos intermediados por plataformas digitais não se enquadram estritamente como locação residencial nem como hospedagem hoteleira, classificando-os como contratos atípicos. Segundo ela, a forma de divulgação não altera a natureza jurídica do negócio.
O caso envolveu a proprietária de um apartamento que buscava destinar o imóvel a estadias de curta duração sem aprovação em assembleia, argumento contestado pelo condomínio. A Airbnb atuou no processo como interessada.
Em nota ao Correio, a Airbnb ressaltou que a decisão envolve um caso específico e não representa uma proibição geral da locação por temporada em condomínios. A empresa afirma que há direito de propriedade para quem aluga e que adotará medidas cabíveis, avaliando caminhos para que a comunidade preserve a renda gerada pelos imóveis.
A companhia também destacou, sem entrar em detalhes, que a locação por temporada tem impactos econômicos locais, citando estudo da Fundação Getulio Vargas que aponta contribuição relevante para economias locais. A Airbnb reforçou que continuará ao lado dos anfitriões e avaliando as etapas legais pertinentes.
Estagiário sob supervisão de Andreia Castro
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