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Tarcísio defende investigação do caso Master após Ciro Nogueira virar alvo

Tarcísio defende investigação do caso Master após operação da PF contra Ciro Nogueira; PP adia ato de apoio e reforça aliança com siglas

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — Foto: João Valério/Governo do Estado SP
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  • Tarcísio de Freitas defendeu que as suspeitas envolvendo o Banco Master sejam investigadas “doa a quem doer” e afirmou que todas as pessoas com envolvimento devem ser apuradas.
  • A defesa ocorre um dia após o senador Ciro Nogueira, aliado dele e presidente do PP, ser alvo de operação da Polícia Federal.
  • O governador nega que o caso atrapalhe sua campanha de reeleição e mantém o PP na coligação, com Guilherme Derrite como pré-candidato ao Senado pelo partido.
  • O evento do PP para oficializar o apoio a Tarcísio foi adiado pela segunda vez, com versões oficiais atribuindo conflito de agenda, mas há especulações sobre o peso do episódio envolvendo Nogueira.
  • Tarcísio disse que o caso é grave, requer justiça e devolução de valores, e reafirmou a aliança com PL, PSD, MDB, União Brasil e Podemos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pediu que as suspeitas envolvendo o Banco Master sejam investigadas de forma completa, sem exceções. A declaração ocorreu na manhã desta sexta-feira, em Itaquaquecetuba, durante uma inauguração estadual.

Segundo Tarcísio, trata-se de um escândalo grave que precisa ser apurado, com todos os envolvidos sendo investigados. O governador também destacou a necessidade de transparência para a recuperação de valores, quando cabível.

O foco do tema envolve o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal na véspera. A atuação gerou pressão sobre o partido e sobre a possível composição da chapa de Tarcísio à reeleição.

Durante o período em que Tarcísio foi cotado para disputar a Presidência, Nogueira buscou indicar seu nome como vice. A articulação foi interrompida após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, o que levou o governador a manter o PP na coligação pela reeleição.

O PP adiou um evento que formalizaria o apoio a Tarcísio, inicialmente marcado para segunda-feira. O adiamento, segundo assessores, decorreu de conflitos na agenda, mas a versão oficial do Palácio dos Bandeirantes não confirmou.

Nos bastidores, a possibilidade de o episódio envolvendo Nogueira influenciar a decisão do PP é citada. Mesmo com a operação da PF, auxiliares asseguraram que a presença de Derrite na ato permanece sob avaliação, visando ampliar a chapa do governador.

Tarcísio reiterou que o PP permanece na aliança, ao lado de PL, PSD, MDB, União Brasil e Podemos. O governador afirmou que o objetivo é um projeto de futuro para São Paulo, minimizando impactos da operação da PF na campanha.

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