- O desembargador Ricardo Couto, no governo interino do Rio, afirma manter neutralidade política, enquanto exonerações e auditorias são usadas na disputa entre grupos rivais ao Palácio Guanabara.
- desde 24 de março, Couto já exonerou mais de 1.600 pessoas e afirmou ter identificado funcionários fantasmas no governo.
- Couto determinou auditoria em contratos acima de R$ 1 milhão e suspendeu licitações de várias pastas, incluindo a Secretaria das Cidades, antes chefiada por Douglas Ruas.
- A coordenação do programa Segurança Presente foi transferida da Secretaria de Governo para a Polícia Militar, com críticas internas sobre o modelo de policiamento de proximidade.
- O ex-governador Cláudio Castro reagiu em vídeo, classificando de falácia a ideia de uso político do programa e sugerindo que a mudança pode representar o início do fim do Segurança Presente.
O desembargador Ricardo Couto, na gestão interina do governo do Rio de Janeiro, mantém a fala de neutralidade política. No entanto, ações administrativas viram tema de debate entre rivais ao Palácio Guanabara.
Desde 24 de março, data em que assumiu o cargo após a renúncia de Claudio Castro, Couto realizou mais de 1.600 exonerações e determinou auditorias em contratos acima de 1 milhão de reais. A medida também envolveu bloqueio de licitações.
A atuação tem sido usada por Eduardo Paes, pré-candidato ao governo, para alavancar críticas a aliados de Douglas Ruas. Paes tem destacado as ações como evidência de mudança de rumo no governo estadual.
O ex-governador Cláudio Castro, aliado de Ruas e presidente da Alerj, reagiu com críticas públicas às decisões do desembargador, sinalizando atrito entre grupos rivais na eleição estadual deste ano.
Auditoria e controle de gastos
A gestão Couto determinou auditoria sobre gastos com contratos relevantes e abriu apuração sobre possíveis irregularidades, incluindo a atuação de servidores em cargos comissionados.
Além disso, o governo interino travou licitações em pastas como a Secretaria das Cidades, sob comando de Ruas até março, reconfigurando a máquina pública no período de transição.
A fiscalização também alcançou o programa Segurança Presente, cuja coordenação foi transferida da Secretaria de Governo para a Polícia Militar, sob o argumento de ampliar o controle de metas e escalas.
Victor Santos, secretário de Segurança Pública, declarou que o programa passa a ficar sob gestão direta da Polícia Militar, citando necessidade de maior cooperação com a corporação.
Castro criticou a mudança, chamando-a de falácia e alertando para o que chamou de potencial fim do Segurança Presente, acusando a gestão de politização sem ouvir a sociedade beneficiada.
O programa Segurança Presente envolve bases comunitárias de policiamento, com atuação de policiais militares e civis, além de funcionários de apoio, e já contou com milhares de efetivos ativos e em reserva.
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