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Dino pede STF voto presencial sobre entrega de imóveis do DF para socorrer BRB

Dino pede votação presencial do STF sobre entrega de imóveis do DF para socorrer BRB; medida pode viabilizar venda de bens públicos e captação de até R$ 6,6 bilhões

Ministro do STF Flávio Dino — Foto: Victor Piemonte/STF
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  • STF deve votar presencialmente sobre a decisão de Edson Fachin que liberou a venda de imóveis públicos do Distrito Federal para socorrer o BRB; Justiça do DF havia barrado a medida.
  • A votação, que seria virtual entre 8 e 15 de maio, foi suspensa pela necessidade de debate presencial após o pedido de Flávio Dino.
  • O BRB enfrenta um rombo bilionário; os presidentes do BRB e do Banco Master estão presos.
  • A Lei nº 7.845/2026, sancionada pelo governo do Distrito Federal, permite vender imóveis públicos para used como garantia de empréstimos, captando até R$ 6,6 bilhões.
  • Em 23 de abril a Justiça do DF suspendeu trechos da lei; no dia seguinte Fachin derrubou a suspensão, dizendo que a medida prejudicava a ordem administrativa; a votação virtual começou, mas ficou interrompida e se aguarda nova sessão presencial.

O ministro do STF Flávio Dino pediu que a Corte vote presencialmente sobre a decisão de Edson Fachin que liberou a venda de imóveis públicos do Distrito Federal para socorrer o BRB. A votação, originalmente prevista para ocorrer de modo virtual entre 8 e 15 de maio, pode seguir agora para um formato presencial.

O BRB enfrenta um rombo financeiro envolvendo operações malsucedidas e suspeitas de irregularidades com o Banco Master. Os presidentes das duas instituições, Paulo Henrique Cardoso e Daniel Vorcaro, estão presos. O governo do DF, acionista majoritário do BRB, facilitou a operação ao sancionar a Lei 7.845/2026.

A lei permite que imóveis públicos sejam usados como garantia para empréstimos do BRB, com potencial de captação de até 6,6 bilhões de reais. Em 23 de abril, a Justiça do DF suspendeu trechos da norma, citando risco concreto a bens e interesses locais.

No dia seguinte, Fachin derrubou a decisão da Justiça do DF, afirmando que a suspensão da lei geraria grave lesão à ordem administrativa e dificultaria uma política pública definida pelo Executivo e Legislativo locais. A votação seguinte, em caráter presencial, ainda não tem data confirmada.

Desdobramentos e tramitação

Nesta sexta-feira, primeiro dia da votação virtual, Fachin manteve seu entendimento. Em seguida, Dino apresentou um destaque, interrompendo a análise e abrindo espaço para que a votação ocorra de forma presencial. A próxima sessão ainda não tem agendamento.

  • A decisão influencia o caminho do BRB na recuperação financeira e na relação entre o governo local e o Poder Judiciário.
  • As informações oficiais apontam para uma disputa entre a continuidade da política pública e a proteção de bens do DF.

A pauta envolve ainda a continuidade de medidas para estabilizar o BRB, que vem enfrentando pressão por parte de autoridades e do mercado. O tema continua sendo acompanhado pelas autoridades judiciais e pelo governo local, sem novas decisões anunciadas.

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