- São cinquenta e quatro vagas em disputa no Senado, equivalentes a dois terços das cadeiras, nas eleições de outubro.
- A disputa no Senado é central para a governabilidade e pode influenciar a relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.
- A rejeição histórica de Jorge Messias para o STF acendeu ainda mais o debate sobre o peso do Senado na aprovação de ministros e de autoridades, além de julgar impeachment de ministros.
- Há quase cem pedidos de impeachment de ministros do STF parados no Senado, com oposição defendendo andamento de pedidos e mudanças nas competências do tribunal.
- A liderança das vagas envolve o PL, PSD, MDB e PT, com articulações para estados estratégicos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; Lula e Flávio Bolsonaro trabalham para alinhavar apoios.
O Senado Federal volta a ocupar posição central no cenário político neste ano. A eleição de outubro é o foco das articulações entre partidos, com a série especial da CNN, A Batalha do Senado, destacando as possíveis mudanças na Câmara alta.
Ao todo, 54 vagas estão em disputa, o que corresponde a dois terços das cadeiras. As legendas buscam eleger o maior número possível de senadores alinhados às suas trajetórias políticas, ampliando influência no plenário.
A formação de uma maioria no Senado pode moldar a relação com outros poderes e definir o grau de governabilidade do futuro presidente. O tema ganhou peso após a rejeição histórica de uma nomeação ao STF, marco que repercute no debates sobre o equilíbrio de forças.
Vagas em disputa
A oposição mantém na mira o maior aproveitamento de cadeiras, com o PL, antigo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo a sigla hoje com a maior bancada, totalizando 16 parlamentares. Entre as vagas de mandato, 10 são de senadores já em meio de mandato e 6 no fim do mandato.
Partidos como PSD, MDB e PT concentram maior número de cadeiras que irão a voto em 2026. O PSD soma 10 senadores em fim de mandato, o MDB tem 8 e o PT, 7. As articulações devem se intensificar até as convenções em julho.
Alguns protagonistas, como o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, trabalham para ampliar a presença de aliados em estados de grande população, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A disputa envolve estratégias para o equilíbrio entre legenda e palanque.
O ambiente político indica que o STF pode figurar como força mobilizadora nas campanhas, influenciando também o desempenho do Senado no pós-eleição. Especialistas destacam que o cenário pode acelerar ou frear pautas de interesse institucional.
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