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Eduardo Bolsonaro volta ao cenário eleitoral com foco em 2027

Eduardo Bolsonaro volta ao tabuleiro: é o primeiro suplente na chapa ao Senado de André do Prado, com dúvidas legais e resistência interna no PL

PLANO - Zero Três: ele contrariou a direita raiz ao aceitar apoiar aliado de Valdemar Costa Neto (@BolsonaroSP/X)
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  • Eduardo Bolsonaro volta à cena eleitoral, anunciando que será o primeiro suplente na chapa ao Senado encabeçada por André do Prado (PL), com Guilherme Derrite (PP) como o outro postulante.
  • O plano é que ele vire senador em 2027, por meio de eventual nomeação de André do Prado para cargo no governo de São Paulo, caso Tarcísio seja reeleito, ou para ministério, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente.
  • A estratégia enfrenta resistência interna no PL, com críticas à conexão de Prado com Valdemar Costa Neto e o Centrão, gerando atritos entre apoiadores da família e integrantes da sigla.
  • Há dúvidas sobre a elegibilidade de Eduardo, pois ele perdeu o mandato por faltas e pode enfrentar questionamentos legais no TSE, além de seguir sob investigações de milícias digitais e fake news.
  • Mesmo afastado do Brasil, Eduardo manteve atuação política nos EUA, mantendo mobilização de apoiadores e tentando influir nas eleições, apesar dos entraves judiciais.

Eduardo Bolsonaro, antes visto como carta fora do baralho, volta ao tabuleiro eleitoral com mira em 2027. A estratégia é apresentar o nome como suplente de André do Prado na chapa ao Senado, em São Paulo, fortalecida por aliados do PL. A manobra envolve negociações internas e pressões políticas que já geram ruídos.

O movimento foi anunciado na terça-feira, 5, pelo próprio Eduardo. Ele assume o posto de primeiro suplente na chapa encabeçada pelo deputado estadual André do Prado (PL), com Guilherme Derrite (PP) como segundo suplente. Prado é aliado de Valdemar Costa Neto e do governador Tarcísio de Freitas.

A linha de ataque busca transformar Eduardo em senador a partir de 2027, com cenários que incluem a nomeação de Prado para uma secretaria em São Paulo ou para ministério, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. A leitura é de que o clã Bolsonaro quer manter influência no Palácio dos Bandeirantes e no governo federal.

Dentro do PL, a manobra causa resistência. Há quem veja Prado mais próximo de Valdemar Costa Neto e do Centrão do que do bolsonarismo ideológico. Outros aliados próximos, como Mario Frias, Gil Diniz e o vice Mello Araújo, seguem ao lado de Eduardo, enquanto ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Marco Feliciano estão céticos.

Questões jurídicas cercam a elegibilidade de Eduardo. A legislação define inelegibilidade por oito anos após cassação por decoro, mas Eduardo perdeu o mandato por faltas sem cassação formal pela maioria absoluta. Advogados apontam incertezas que devem levar o caso ao TSE, que terá novos presidentes a partir de maio.

Além disso, o PL monitora processos envolvendo Eduardo no STF por coação no curso do processo, além de investigações sobre fake news e milícias digitais, com desfechos ainda incertos. A legenda pediu informações formais ao TSE sobre a viabilidade de sua candidatura, segundo autoridades do partido.

Desde que se exilou nos Estados Unidos em março de 2025, Eduardo manteve atuação política constante. Ele mobilizou apoiadores nos EUA e manteve presença ativa nas redes, buscando influenciar eleições e decisões da direita. A nova ofensiva busca manter a influência do clã na política brasileira.

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