- O senador Flávio Bolsonaro participou de ato em Florianópolis que confirmou Carol de Toni e Carlos Bolsonaro como candidaturas do PL ao Senado em Santa Catarina.
- Carlos Bolsonaro transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina para concorrer, em uma lista que já era formada por Carol de Toni.
- A chapa do PL para o Senado em Santa Catarina, descrita como “puro sangue”, substituiu a dupla anterior formada por De Toni e Espertidão Amin, que se afastou do governo estadual.
- A mudança de alianças levou Amin a apoiar João Rodrigues (PSD) na disputa pelo governo de Santa Catarina, enquanto Flávio destacou que a eleição terá dois turnos.
- Em seus discursos, Flávio criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e mencionou a possibilidade de Jair Bolsonaro subir a rampa do Planalto em 2027; também levantou a ideia de um eventual governo de oito anos.
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro participou neste sábado, 9, de um ato em Florianópolis, Santa Catarina, que lançou as pré-candidaturas do PL ao Senado. O evento confirmou Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, e Carol de Toni como representantes do partido na disputa estadual. Carlos transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina para concorrer.
A chapa, descrita pelo PL como puro sangue, encerra disputas entre setores da direita em SC. Antes da mudança, as candidaturas previstas eram de Carol de Toni e do senador Espertidão Amin, do PP-SC. Amin se afastou do governo estadual e passou a apoiar João Rodrigues, PSD, que disputa o governo do estado.
No ato com Flávio, Carlos e Carol, houve elogios mútuos e a sinalização de atuação conjunta para as eleições de outubro, com a dupla mirando a vitória nas duas cadeiras. Carol de Toni agradeceu o apoio e indicou que pretende atuar com Carlos no Senado.
Reorientação estratégica no PL
A troca de candidatos também envolve leitura sobre o cenário estadual. A mudança de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina faz parte de uma estratégia familiar para ampliar a presença da direita no Senado, enquanto no Rio a disputa envolve Cláudio Castro, atual governador pelo PL.
No discurso, Flávio Bolsonaro criticou o governo Lula e afirmou que o PT pode ficar na insinificância a partir do próximo ano. O senador também mencionou o pai, Jair Bolsonaro, e disse que a família acredita na continuidade de uma atuação política no Planalto.
Possível extensão de mandato e PEC
Em ato anterior, Flávio sugeriu a possibilidade de um governo de oito anos caso seja eleito, com menção a dois mandatos. Esse tipo de comentário contrasta com propostas anteriores que previam um único mandato.
Em março, Flávio protocolou uma PEC que proíbe a reeleição para presidente, com vigência a partir da promulgação. A ideia de impedir a reeleição já havia sido usada por Jair Bolsonaro em 2018, antes de disputar um segundo mandato.
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