- O Partido Novo lançou a pré-candidatura de André Marinho ao governo do Rio de Janeiro em 2026, com a presença do pré-candidato à Presidência Romeu Zema.
- Marinho apresentou três caminhos para eleitores fluminenses: o primeiro, apelidado de “Eduardo Caos” em referência a Eduardo Paes; o segundo como “sabor direita”; e o terceiro como “novo caminho”.
- O empresário criticou Paes como representante da “continuidade da velha política”, e afirmou que Douglas Ruas representa “a máquina tradicional” que tenta se vender como direita.
- Segundo a Quaest, Marinho tem 1% das intenções de voto, Paes aparece com 34% e Ruas com 9%; ainda não houve definição entre eleitores sobre o voto.
- A candidatura é lançada em meio à crise política no estado, após Castro deixar o governo para disputar o Senado e Bacellar ter o mandato cassado, com Couto assumindo interinamente o Palácio Guanabara.
O Partido Novo anunciou neste sábado (9) a pré-candidatura de André Marinho ao governo do Rio de Janeiro em 2026. O evento contou com a presença do pré-candidato à Presidência Romeu Zema, também do Novo. A pauta central foi apresentar propostas e defender uma ruptuta em relação ao status quo.
Marinho disse, em entrevista à CNN Brasil, que há três caminhos para os eleitores fluminenses. O primeiro é marcado por críticas ao ex-prefeito Eduardo Paes, o segundo é classificado como uma linha conservadora, e o terceiro seria um novo caminho. O empresário afirmou que Paes representa a continuidade da velha política.
Segundo o próprio Marinho, Paes representa a continuidade da velha política municipal e da influência de grandes veículos de comunicação, de bancos e de centros de poder. Ele acrescentou que Douglas Ruas, atual presidente da Alerj, representa a máquina tradicional que se apresenta como direita.
Entre o péssimo e o ruim, o argumento é que o Novo oferece uma alternativa. O empresário afirmou que o Rio de Janeiro já testou o que chamou de velhas práticas e que o estado precisa de algo novo. Além disso, destacou que 70% a 75% dos eleitores ainda não sabem em quem votar.
A diferença esperada, segundo Marinho, viria do contraste entre a velha política e uma candidatura que represente ruptura. Ele afirmou que o Rio tem histórico de atrair apoios quando cresce o sentimento antipolítico, sugerindo que pode haver espaço para uma liderança independente.
A disputa acontece em um momento de crise política no estado. Em março, Cláudio Castro deixou o governo para concorrer ao Senado, e no dia seguinte, Rodrigo Bacellar teve o mandato cassado, tornando-se inelegível. Com isso, o presidente do TJ do Rio, Ricardo Couto, assumiu interinamente o governo.
Contexto institucional
Couto promoveu mudanças na estrutura do governo estadual após a posse interina. A crise abriu espaço para novas leituras sobre governança, licitações e comandos de secretarias, conforme reportagens locais. A apresentação de Marinho ocorre em meio a esse cenário de reorganização administrativa e incertezas políticas.
Futuro político
Marinho afirma ter o objetivo de conduzir o estado por meio de uma ruptura institucional. As pesquisas citadas pela campanha apontam Paes com liderança, mas com baixa fidelidade de voto entre eleitores que ainda estão indecisos. O lançamento visa ampliar a exposição do nome junto ao eleitorado.
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