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Peter Magyar assume governo na Hungria após 16 anos de Orbán

Peter Magyar assume como primeiro-ministro com maioria de dois terços, prometendo servir, não reinar, e enfrentar déficit orçamentário e recuperação econômica, mantendo posição pró-ocidente

Peter Magyar durante cerimônia de posse como primeiro-ministro da Hungria, em 9 de maio de 2026.
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  • Peter Magyar tomou posse como primeiro-ministro da Hungria no sábado, 9 de maio de 2026, prometendo servir ao país e não reinar.
  • Ele venceu as eleições com maioria de dois terços no Parlamento, encerrando dezoito anos de governo de Viktor Orbán e abrindo espaço para mudanças constitucionais.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, felicitaram Magyar, destacando renovação e um trabalho conjunto pela frente.
  • Na economia, o forint atingiu o maior valor em quatro anos frente ao euro e os rendimentos dos títulos recuaram, mas o déficit orçamentário de abril já atingia setenta e um por cento da meta anual, com previsão de até sete por cento do PIB neste ano.
  • Magyar afirmou que suspenderá programas da mídia pública, planeja combate à corrupção e buscará negociar com a União Europeia fundos suspensos até 25 de maio.

Peter Magyar tomou posse neste sábado, 9 de maio de 2026, como primeiro-ministro da Hungria. O novo líder substitui Viktor Orbán, em meio a promessas de mudanças após 16 anos de governo.

Magyar, 45, venceu as eleições com o partido Tisza, garantindo maioria de dois terços no Parlamento. Ele afirmou que não reinará, mas servirá ao país enquanto necessário, destacando que milhões escolheram a mudança.

A cerimônia de posse ocorreu em Budapeste, diante do Parlamento. O tom foi de renovação, com Magyar mirando uma agenda de combate à corrupção e de maior alinhamento com o Ocidente.

Desafios econômicos

Investidores reagiram positivamente à vitória, com o forint atingindo níveis de quatro anos frente ao euro e queda nos rendimentos de títulos públicos. Ainda assim, a economia enfrenta condições difíceis e contas públicas fragilizadas.

O déficit de abril já representava 71% da meta anual, conforme dados divulgados. Magyar admite que o déficit pode chegar a quase 7% do PIB neste ano, devido a gastos pré-eleitorais herdados.

Posição externa e mídia

Magyar reassumiu a postura pró-ocidente, em contraste com críticas do governo anterior ao apoio a programas da UE para a Ucrânia. O novo premiê também prometeu revisar a mídia estatal, acusando veículos pró-Orbán de favorecer o ex-governo.

O governo pretende abrir negociações com a UE para liberar fundos bloqueados, buscando restabelecer o fluxo de financiamento europeu. A prioridade é fortalecer a imagem de combate à corrupção e a transparência institucional.

*(Com agências)*

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