- O primeiro-ministro Keir Starmer ficou enfraquecido após a derrota nas eleições locais, com o Labour registrando as piores perdas desde 1995.
- Catherine West, ex-ministra, disse que apresentará candidatura caso ninguém mais se apresente, propondo um plano de substituição até segunda-feira.
- Mais de vinte parlamentares pediram um cronograma para a saída de Starmer; ele afirmou que não renunciará.
- O gabinete anunciou a entrada de Gordon Brown e Harriet Harman como conselheiros para fortalecer a liderança e o desempenho do partido.
- Um candidato precisaria de apoio de pelo menos 20% dos membros trabalhistas no Parlamento (valor correspondente a 81 votos); West já contava com cerca de 10 apoios.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, encara um novo golpe após a derrota nas eleições locais. A pior para o Partido Trabalhista desde 1995 aumentou a pressão sobre a liderança. A comoção se espalha entre parlamentares e aliados.
Na sexta-feira, o gabinete confirmou o reforço da equipe com dois nomes relevantes: Gordon Brown, ex-primeiro-ministro, e Harriet Harman, ex-vice-líder trabalhista. A dupla passa a atuar como conselheira estratégica.
Poucas horas depois, Catherine West, ex-ministra e parlamentar, disse à BBC Radio que avaliava apresentar um plano para substituição de Starmer até segunda-feira, caso não haja candidato disposto a enfrentar o líder.
DESAFIO INTERNACIONAL
O quadro interno ganha contornos de disputa aberta. Mais de 20 deputados pediram publicamente um cronograma para a saída de Starmer. Questionado, o premiê afirmou que não pretende renunciar.
Ministros do gabinete reafirmaram apoio ao líder. Starmer, que levou o partido a vitória histórica há menos de dois anos, enfrenta resistência de rivais internos sem chance clara de viabilização imediata.
O prefeito de Manchester, Andy Burnham, ainda não pode concorrer por não ter assento parlamentar. Angela Rayner, ex-vice, não resolveu questões tributárias que contribuíram para sua renúncia no passado.
NOVA ESTRATÉGIA
A estratégia inclui incorporar nomes ligados ao establishment. Brown, 75, terá foco em defesa, segurança e relações com a União Europeia para estimular a economia. Harman, também 75, trabalhará para reduzir misoginia e ampliar oportunidades.
Ao longo do processo, qualquer candidatura requer apoio de ao menos 20% dos membros do Parlamento Trabalhista, ou 81 dos 403 assentos. West indicou que há apoiadores, mas ainda não há consenso sobre quem avançará.
Os eventos demonstram uma bomba-relógio para a liderança do partido. A pressão interna aumenta conforme as eleições locais definem o pulso político do Reino Unido. A semana promete desdobramentos significativos.
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