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PT usa depoimento de criança para defender fim da 6×1

PT usa depoimento de criança para defender fim da escala seis por um, citando mãe que trabalha vinte e duas horas e não pode ir à escola

Manifestantes empunham faixa contra escala 6 X 1
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  • O PT publicou, nas redes sociais, o depoimento de uma criança explicando por que a mãe não pôde ir à homenagem do Dia das Mães na escola, citando que a rotina começa às cinco da manhã.
  • A filha diz que a mãe trabalha cerca de vinte e dois horas por dia, das cinco da manhã às três da manhã, tornando a presença em eventos escolares inviável.
  • O objetivo é pautar o debate sobre direitos trabalhistas e a precarização do emprego no Brasil, defendendo o fim da escala 6 X 1.
  • O governo encaminhou um projeto de lei para reduzir a jornada de quarenta para quarenta horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial e com vigência imediata após sanção presidencial.
  • No Congresso, há três PECs sobre jornada de trabalho: duas na Câmara (PEC 221/2019, com a anexação da PEC 8/2025) e uma no Senado (PEC 148/2015, de Paulo Paim); a PEC mais avançada já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda votação em plenário.

O PT publicou nas redes sociais, na sexta-feira, 9 de maio de 2026, o depoimento de uma criança para defender o fim da escala 6 X 1. O vídeo explica por que a mãe da criança não pôde comparecer à homenagem do Dia das Mães na escola. A postagem busca pautar o debate sobre direitos trabalhistas e precarização do emprego no Brasil.

No relato, a criança descreve a rotina da mãe, que começa às 5h e trabalha cerca de 22 horas por dia, das 5h à 3h. Segundo a declaração, a carga de horários inviabiliza a participação em compromissos escolares. O conteúdo reforça o argumento a favor de mudanças na jornada de trabalho.

Escala 6 X 1

O governo federal defende mudanças por meio de lei ordinária com efeitos imediatos, enquanto o Congresso avalia alterações constitucionais de forma mais gradual. O projeto enviado pelo governo Lula propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com 2 dias de descanso remunerado, praticamente adotando o modelo 5×2.

Além disso, a proposta proíbe redução salarial e prevê aplicação imediata da lei assim que sancionada, sem necessidade de regra de transição. A Defesa da mudança completa o debate sobre a forma de implementação.

Pec no Congresso

Paralelamente ao projeto do governo, tramitam no Congresso três PECs sobre jornada de trabalho. Duas estão na Câmara dos Deputados e uma no Senado. Na Câmara, tramita a PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes (PT-MG), agregada à PEC 8/2025 de Erika Hilton (Psol-SP). Na prática, a PEC de Lopes é a mais antiga em tramitação.

No Senado, a PEC 148/2015, de Paulo Paim (PT-RS), é a proposta mais avançada no Legislativo. Ela já passou pela CCJ e aguarda votação em plenário; aprovada, volta para a Câmara para nova avaliação.

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