- Um nome moderado conduzirá os recursos na CCJ de deputados envolvidos no motim que obstruiu trabalhos após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, em agosto de 2025.
- A indicação busca um parlamentar de centro, sem alinhamento próximo ao governo nem à oposição, segundo o presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA).
- A medida ocorre após avaliação do Conselho de Ética, que aprovou punições a Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS), com afastamento e suspensão de salário por dois meses.
- Parlamentares punidos poderão pedir revisão da penalidade, por meio de recurso à CCJ, em cinco dias a partir do envio da documentação ao Conselho de Ética.
- A etapa do recurso deve avançar na próxima semana.
O presidente da CCJ escolheu um nome moderado para conduzir os recursos apresentados por deputados envolvidos no motim que interrompeu trabalhos na Câmara após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, em agosto de 2025. A decisão vem em meio a tratativas para evitar indicações alinhadas ao governo ou à oposição.
A escolha foi revelada ao R7 Planalto pelo presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Júnior, do União na Bahia. A ideia é indicar um parlamentar de perfil centrista, buscando neutralidade no processo.
A decisão ocorre após o Conselho de Ética ter aprovado punições a Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS). As sanções somam afastamento por dois meses e suspensão de salário.
Quem estiver insatisfeito com a pena pode apresentar recurso à CCJ em até cinco dias contados a partir da remessa da documentação, que ainda tramita no Conselho de Ética. O processo deve avançar na próxima semana.
Pontos-chave sobre o andamento
A CCJ ficará responsável por analisar os recursos e definir medidas cabíveis, sem vinculação a posições políticas explícitas. A tramitação depende da documentação enviada pelos colegas no Conselho de Ética.
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