- No Brasil, são 1.694.836 pessoas que se autodeclaram indígenas; até março, 253.270 estavam registradas como eleitores na Justiça Eleitoral.
- A maior disparidade aparece na faixa de 15 a 19 anos: o Censo de 2022 registra 161.846 indígenas nessa idade, enquanto 52.894 estão alistados como eleitores — queda de aproximadamente 32,6%.
- Os estados com maior presença indígena são Roraima (13% da população, 3,09% do eleitorado) e Amazonas (12,46% da população, 1,81% do eleitorado); Mato Grosso do Sul e Acre também apresentam diferenças relevantes.
- Setores da população indígena com idade para votar representam 70% da população de 15 anos ou mais, mas apenas 15% se autodeclaram indígenas; pode haver mais pessoas habilitadas ao voto que não se autodeclaram.
- O estudo resulta no livro Dados do eleitorado e da população indígena, coordenado pela juíza Andréa Jane de Medeiros, que aponta a necessidade de ampliar dados e de inclusão de informações em línguas indígenas.
No Brasil, 1.694.836 pessoas se autodeclaram indígenas; até março, 253.270 estavam registradas como eleitoras e eleitores pela Justiça Eleitoral. A maior parte do eleitorado indígena é jovem, mas a disparidade fica evidente na faixa de 15 a 19 anos, com 161.846 indígenas segundo o Censo 2022 e apenas 52.894 cadastrados como eleitores, o que representa 32,6% de cobertura.
O estudo aponta que 70% da população indígena tem 15 anos ou mais, mas apenas 15% se autodeclaram indígenas. O TSE aponta a possibilidade de haver mais pessoas habilitadas ao voto que não se declararam à Justiça Eleitoral. Em maio de 2025, 181.314 eleitores indígenas estavam cadastrados, sendo 93.606 mulheres e 87.708 homens.
Disparidades regionais e gênero
Estados com maior presença indígena são Roraima (13% da população, 3,09% do eleitorado) e Amazonas (12,46% da população, 1,81% do eleitorado). Mato Grosso do Sul registra diferença de 3,64 pontos percentuais e o Acre, 3,14 pontos. Distrito Federal e Sergipe apresentam menor participação proporcional no eleitorado.
Entre o total de eleitoras e eleitores indígenas, houve leve sobrerrepresentação feminina em relação à população total: 50,8% são mulheres, 49,2% homens. A diferença é sutil, mas relevante para entender a composição do eleitorado. Dados aparecem no livro Dados do eleitorado e da população indígena.
Livro e fonte dos dados
O estudo é capturado no livro coordenado pela juíza Andréa Jane de Medeiros, com apoio da Secretaria de Modernização e da Secretaria de Comunicação do TSE. A publicação compara o Censo 2022 com o cadastro eleitoral indígena atualizado até maio de 2025, destacando lacunas e necessidades de ações para ampliar o pleno exercício da cidadania.
Implicações e leitura pública
A obra enfatiza a importância de dados amplos para guiar políticas públicas e ampliar a participação política de povos indígenas. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destaca a presença de informações em línguas indígenas recentes, como nheengatu e guarani, ressaltando a necessidade de inclusão linguística nas informações eleitorais.
Este conteúdo foi originalmente publicado pelo TSE em maio de 2026 e adaptado para o Poder360, com a devida citação da fonte.
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