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mina cancelada Standing Rock pode orientar opositores do oleoduto na Dakota do Sul

Após recurso frustrado, empreendimento de grafite é cancelado; Tribos Sioux defendem sítio sagrado Pe’ Sla e reforçam proteção ambiental diante de novos projetos

Part of the protest against the Dakota Access oil pipeline, near Cannon Ball, North Dakota, on 3 September 2016.
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  • Nove grupos da Nação Sioux alegam que uma perfuração exploratória de grafita em terras federais ameaça Pe’ Sla, sítio cerimonial nas Black Hills, sul de Dakota do Sul.
  • Na sexta-feira, a empresa responsável, Pete Lien and Sons, retirou o projeto, informou que fará recomposição do local e não apresentará novo plano.
  • As organizações afirmam que o projeto violaria a Lei Nacional de Política Ambiental (National Environmental Policy Act) e a Lei de Preservação Histórica (National Historic Preservation Act), além de alegarem uso inadequado de uma exclusão categórica para evitar avaliações.
  • Um segundo projeto exploratório de urânio, de uma empresa canadense, pode afetar Craven Canyon, área com sítios de importância de cerca de 7.000 anos para povos indígenas, historiadores e arqueólogos.
  • Os casos acontecem em contexto de disputas sobre recursos minerais, água e sítios sagrados, com destaque para a agenda de energia e a discussão sobre o oleoduto entre Alberta e Wyoming.

O grupo de nove entidades da Nação Sioux informou que um projeto exploratório de grafita, em terras de floresta nacional, ameaçaria Pe’ Sla, um sítio cerimonial de grande importância nas Black Hills, em Dakota do Sul. O episódio reacende disputas sobre terras sagradas e direitos tribais.

O projeto, idealizado pela Pete Lien and Sons, de Rapid City, ganhou a oposição de tribos e de organizações ambientais. Alegam risco ao uso tradicional do Pe’ Sla, dentro do Ȟe Sápa, nome Lakota das Black Hills.

Na prática, o litígio começou com ação movida no início do mês, alegando violação de normas ambientais e de proteção de sítios históricos. O objetivo era impedir a exploração enquanto se avaliavam impactos culturais e hídricos.

A prefeitura ambiental foi acionada por grupos indígenas e pela Black Hills Clean Water Alliance, que acusam o serviço florestal dos EUA de usar exclusão categórica para pular avaliações. O caso ganhou repercussão nacional.

Retirada do projeto e próximos passos

Na sexta-feira, a empresa responsável pediu a retirada do plano e afirmou que fará recuperação ambiental do local, sem apresentar nova ideia de exploração. A medida é vista como vitória para os opositores.

Entretanto, outros projetos podem seguir adiante. Um segundo empreendimento, ligado a uma mineradora canadense, mira urânio em terras estatais e poderia afetar Craven Canyon, com sítios de milênios.

Os defensores do Pe’ Sla destacam que as questões envolvem água, recursos naturais e locais sagrados. A narrativa lembra o movimento de Standing Rock, ocorrido em 2016, sobre a proteção de recursos hídricos.

As tribos argumentam que o uso de territórios não cedidos deve respeitar acordos históricos. Líderes indígenas ressaltam a necessidade de co-gerência de terras federais, ao menos em parte, conforme políticas da Casa Branca.

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