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STF mantém redução de penas, mesmo com Moraes suspendendo lei nos casos 8/1

STF tende a validar a Dosimetria e manter redução de penas, mesmo com Moraes suspendendo a aplicação em casos concretos até julgamento no plenário

O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão no STF
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  • STF aposta na validação ampla da Lei da Dosimetria mesmo com Moraes suspendendo a aplicação da redução de penas em casos específicos até o plenário definir o tema.
  • Moraes já suspendeu a redução de penas em mais de dez ações ligadas aos ataques de 8 de janeiro, mas ainda não decidiu sobre a constitucionalidade da lei em si.
  • As suspensões valem enquanto o tema não for julgado pelo colegiado; não houve suspensão geral da lei.
  • Relatos indicam que a tendência é manter a dosimetria válida para evitar conflito com o Congresso, com Moraes dizendo que a decisão busca segurança jurídica.
  • A legislação pode reduzir penas de Bolsonaro e de outros condenados; parlamentares trabalham para levar o tema ao plenário e avaliá-lo, com possibilidade de alterações no texto.

O STF sinaliza manter a expectativa de que a Lei da Dosimetria seja validada, mesmo após Moraes ter suspendido a aplicação da redução de penas em casos concretos. A suspensão vale apenas até o tema ser julgado pelo plenário, sem afastar a lei do alcance geral.

Ministros afirmam que a linha adotada pelo relator busca segurança jurídica diante de potenciais efeitos de uma decisão futura. A prática tem sido interromper, caso a caso, a aplicação da redução de penas enquanto o tema aguarda apreciação no colegiado.

Desde sábado, Moraes tem analisado ações relativas aos ataques de 8 de janeiro, suspendendo individualmente a redução de penas. Até agora, mais de dez ações receberam esse parecer; porém, ainda não houve decisão sobre a constitucionalidade da lei como um todo.

Perspectivas e desdobramentos no STF

Fontes próximas ao Congresso disseram que a tendência é confirmar a validade da Lei da Dosimetria, inclusive para evitar brechas políticas com a cúpula do Legislativo. O texto, aprovado pelo Congresso, chegou a ser vetado pelo presidente Lula, mas o veto foi derrubado pelos parlamentares.

O ministro atua como relator das ações que questionam a constitucionalidade da dosimetria, além de conduzir os casos ligados aos crimes relacionados aos eventos de 8 de janeiro. O ritmo do processo dependerá de informações solicitadas às partes, à Presidência e ao Legislativo.

Auxiliares de Lula avaliam que o desfecho ainda depende de eventual reavaliação da corte, dada a divisão interna sobre o tema. No Planalto, não se descarta eventual alteração no texto durante o andamento do processo.

Reações e posições

Alguns ministros criticam o PL da Dosimetria por temerem incentivos a novos atos antidemocráticos, embora haja consenso de que a definição de penas é prerrogativa do Congresso. A atuação do Senado no veto parcial também pesa no debate sobre o nível de flexibilização da lei.

Entre parlamentares, o deputado Paulinho da Força, relator do PL na Câmara, declarou confiança de que o plenário do STF considerará a lei constitucional. Ele ressaltou que o texto foi construído com input de bancadas e de ministros da Corte.

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