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Suprema Corte apoia Alabama em novo mapa de votação

Supremo autoriza Alabama a usar novo mapa da Câmara, abrindo caminho para eleições especiais se ordem for suspensa

The U.S. Supreme Court building during proceedings in pending appeals at the Supreme Court in Washington, D.C., March 30, 2026. REUTERS/Evelyn Hockstein
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  • O Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos, em 11 de maio, derrubou decisão anterior que bloqueava o mapa da Câmara dos Deputados do Alabama, favorecendo os republicanos.
  • A decisão atendeu aos argumentos do estado de que decisões recentes sobre a Lei de Direitos de Voto diminuíram proteções para minorias e que não haveria necessidade de manter um segundo distrito quase inteiramente formado por eleitores pretos.
  • A maioria exigiu que o tribunal inferior examine se a decisão inicial está alinhada com a recente interpretação da Lei de Direitos de Voto em relação ao mapa da Louisiana.
  • A dissidente Sonia Sotomayor criticou a decisão, afirmando que a mudança ocorreu após o início do voto antecipado para a primary de 19 de maio e sem base sólida, causando confusão.
  • O Legislativo do Alabama aprovou, em 8 de maio, um novo mapa que pode ser usado numa primary especial caso a ordem do tribunal seja suspensa, fortalecendo as chances dos republicanos manterem o controle da Câmara.

O Supreme Court dos EUA abriu caminho para os Republicans da Alabama avançarem com um mapa da Câmara mais favorável nas eleições de meio de mandato. A decisão ocorreu em 11 de maio, em Washington, e derrubou ordem anterior que considerava o mapa discriminatório e responsável por diluir o poder de voto de eleitores pretos no estado. A decisão foi tomada com os votos a favor do bloco conservador e divergência dos três juízes liberais.

Alabama argumentou que as proteções do Voting Rights Act foram enfraquecidas por uma decisão recente, o que justificaria não ter que manter um segundo distrito majoritariamente negro para cumprir a lei. O governo estadual destacou que o mapa atual não refletiria políticas públicas válidas, mas sim critérios raciais.

O estado já havia mantido o mapa sob ordem de um tribunal inferior até o censo de 2030. Em 8 de maio, a Assembleia Legislativa aprovou um novo mapa que poderia ser usado em uma eleição primária especial, caso a ordem seja levantada. O objetivo é manter o controle republicano da Câmara dos Deputados, onde o partido detém bancada estreita.

Desdobramentos jurídicos

Na dissidência, a presidente da sessão, a ministra Sonia Sotomayor, criticou a súbita retirada da ordem após o início do voto antecipado para a primária de 19 de maio. Ela afirmou que não havia base sólida e que a mudança pode gerar confusão.

A maioria do tribunal sustentou que a corte inferior deve analisar se seu veredito sobre Louisiana está alinhado com a recente decisão do Voting Rights Act. Sotomayor contestou a comparação entre os casos e reforçou que a avaliação pode ser feita pelo tribunal de origem.

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