- Advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, informou que não atuará mais na defesa do senador Ciro Nogueira, em comum acordo com o parlamentar.
- Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da operação, com buscas na residência em Brasília na quinta-feira, 7, e investigação sobre recebimento de propinas.
- A Polícia Federal aponta que o senador recebia mesadas de até R$ 500 mil por mês de Daniel Vorcaro, para favorecer interesses do banqueiro no Congresso.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou as diligências com base em provas reunidas pela PF.
- A investigação cita que Vorcaro disponibilizou imóveis de alto padrão, hospedagens e deslocamentos, além de custear viagens internacionais do senador, com relatos de que a mesada já teria começado em R$ 300 mil e evoluído para R$ 500 mil.
A defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) não será mais conduzida pelo criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. O afastamento foi informado nesta segunda-feira, 11, pelos escritórios Almeida Castro, Castro e Turbay. A Polícia Federal investiga o parlamentar na quinta fase da Operação Compliance Zero.
Segundo a nota, o acordo ocorreu em comum acordo entre Kakay e o senador. No dia da operação, a defesa de Nogueira havia repudiado qualquer ilação de irregularidade sobre suas condutas. O pedido de busca e apreensão ocorreu na residência do senador, em Brasília, na quinta-feira anterior.
Mudança na defesa
Kakay atua há anos em casos de grande repercussão e já representou presidentes, ministros e parlamentares. Entre clientes anteriores estavam Lula, Dirceu, Renan Calheiros, Aécio Neves e Joesley Batista. A saída, segundo o texto, não implica cassar atuação em outros casos.
Sobre a investigação e os fatos apurados
APF aponta que Nogueira recebia propinas de Vorcaro, empresário do Banco Master, de forma regular. A acusação sustenta que o senador instrumentalizou o mandato em benefício do grupo financeiro. A investigação também cita despesas de viagem e hospedagens associadas ao parlamentar.
Provas e diligências
O STF autorizou diligências com base em provas reunidas pela PF. Relatos indicam que o montante mensal de propina variava entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Entre os gastos atribuídos ao senador estão estadias em hotéis de luxo e uso de cartões para despesas pessoais.
Benefícios associados ao suposto esquema
Relatos também apontam disponibilização de imóvel de alto padrão pelo empresário Vorcaro, além de custos com viagens internacionais e hospedagens. A PF cita ainda a utilização de um cartão corporativo para cobrir despesas do parlamentar e de terceiros.
Situação atual
O afastamento da defesa não encerra o andamento da investigação. Permanecem empenho das autoridades em apurar os crimes, com o andamento dos próximos atos legais. A Procuradoria e a defesa devem apresentar os próximos desdobramentos conforme o andamento processual.
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