- Warren Buffett defende um plano para zerar a dívida pública dos EUA em cinco minutos, ligando o futuro político dos congressistas à saúde financeira do país.
- A ideia é simples: se a dívida superar 3% do PIB, os membros em exercício do Congresso ficariam inelegíveis para a reeleição.
- O vídeo original foi de 2011, divulgado pela CNBC, e ganhou apoio de Mike Lee e de Elon Musk, que respondeu “100%” a um questionamento sobre a proposta.
- Hoje, a dívida pública dos EUA soma cerca de US$ 31,27 trilhões, superior ao tamanho da economia, que fica em torno de US$ 31,22 trilhões, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
- Além de Buffett, a proposta conta com apoio de Ray Dalio e de Scott Bessent; na Câmara, há uma iniciativa de reduzir o déficit a até 3% do PIB até 2030, sem o mecanismo de punição proposto no plano original.
O vídeo antigo em que Warren Buffett defende uma solução para zerar a dívida pública dos EUA voltou a circular, ganhando apoio de Mike Lee e Elon Musk. A gravação é de 2011, concedida à CNBC, e volta a ganhar cliques e debates nas redes.
Além de Buffett, o senador republicano Mike Lee e o empresário Elon Musk apareceram como apoiadores em publicações recentes. Musk, dono da X, respondeu com apoio direto à ideia de adotar uma lei que conecte a reeleição de congressistas à saúde da dívida.
Na prática, a proposta defendida é simples: quando o déficit superar 3% do PIB, todos os membros do Congresso em exercício ficariam inelegíveis à reeleição. A lógica é alinhar incentivos políticos à saúde fiscal do país.
Contexto recente e contatos entre figuras
A ideia ganhou tração pública em junho do ano passado, quando Lee publicou no X uma pergunta aos seguidores sobre a lei. Musk respondeu: 100%, abrindo espaço para o debate entre apoiadores e críticos.
Reportagens identificam outros apoiadores, como Ray Dalio, fundador da Bridgewater, e Scott Bessent, secretário do Tesouro. Ambos teriam endossado a meta de limitar a dívida a 3% do PIB.
Legislação e viabilidade
Em janeiro, o Fórum Fiscal Bipartidário da Câmara apresentou a Resolução 981, com o objetivo de reduzir o déficit para até 3% do PIB até 2030. O texto não prevê o mecanismo de inelegibilidade defendido por Buffett e permanece aguardando deliberação.
Para virar lei, a proposta exigiria emenda constitucional, com aprovação de dois terços no Congresso e ratificação de três quintos dos estados. A prioridade formal de novas regras permanece em discussão, sem confirmação de avanço imediato.
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