- Ciro Gomes afirmou que não disputará a Presidência em 2026 e deve lançar sua pré-candidatura ao governo do Ceará no sábado, 16.
- A declaração foi dada ao portal G1 após participação em evento da FAAP, em São Paulo, e confirmada pelo presidente do PSDB, Aécio Neves.
- O PSDB disse que continuará debatendo alternativas à polarização, com a participação de Ciro Gomes, do senador Tasso Jereissati e outras lideranças.
- No Ceará, pesquisa Genial/Quaest aponta Ciro bem posicionado em cenários com Camilo Santana; sem Camilo, Ciro lidera, e em segundo turno há empate técnico com o PT.
Ciro Gomes (PSDB) afirmou nesta segunda-feira que não disputará a Presidência da República em 2026 e passa a orientar sua pré-candidatura ao governo do Ceará para o próximo sábado, 16. A confirmação ocorreu após participação em evento da FAAP, em São Paulo, e foi reiterada pelo presidente do PSDB, Aécio Neves. A decisão chega após semanas de especulação sobre uma eventual candidatura presidencial.
Aécio Neves afirmou que o PSDB continuará buscando alternativas à polarização, mantendo diálogo com Ciro Gomes, o senador Tasso Jereissati e outras lideranças. Segundo o dirigente, o partido vê possibilidades de avanço econômico e social sem reduzir o debate a embates centralizados.
A trajetória recente de Ciro no PSDB segue marcada por tentativas de preencher lacunas entre estilos de liderança nacionais e regionais. O ex-ministro já recebeu incentivos para concorrer ao Palácio do Planalto, mas sinalizou cautela e condicionou decisões ao conjunto de atores políticos e ao cenário nacional.
A dinâmica no Ceará também foi contextualizada com dados de pesquisa. Um levantamento da Genial/Quaest, de abril, aponta Ciro com vantagem em cenários sem Camilo Santana (PT) no primeiro turno, mas com empate ou queda quando o ex-ministro petista entra na disputa. O cenário de segundo turno varia conforme as combinações.
Além disso, a apuração aponta que Ciro já chegou a negociar alianças locais, incluindo o PL, do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A interlocução foi contornada por Michelle Bolsonaro, que criticou ataques históricos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, limitando avanços em potenciais acordos.
O Ceará permanece competitivo para a corrida estadual, com o atual governador Elmano de Freitas (PT) figurando entre os principais concorrentes. Pesquisas indicam o desafio de consolidar uma frente estável capaz de ampliar o apoio ao eventual candidato da base tucana.
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